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Fim da escala 6x1 'com certeza' será discutida em 2026, diz presidente da Câmara
Fim da escala 6x1 'com certeza' será discutida em 2026, diz presidente da Câmara
Hugo Motta, que já criticou a medida, coloca tema defendido pelo governo Lula entre prioridades
Por Carolina Linhares/Raphael Di Cunto/Folhapress
19/12/2025 às 18:10
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o fim da escala 6x1 será discutido em 2026. A proposta também é encampada pelo governo Lula (PT) e pela esquerda.
"Tem crescido a discussão do tema, essa é uma pauta que, com certeza, no início do ano, os partidos vão tratar, e nós vamos dar um encaminhamento. [...] Penso que esse será um tema que vamos tratar no início do ano de 2026", disse em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (19).
Em abril deste ano, porém, Motta havia feito ressalvas à proposta durante um evento do banco Safra, em São Paulo. Ele afirmou que era preciso medir a viabilidade e o impacto negativo da mudança na escala de trabalho.
"Não dá para ficar vendendo sonho, sabendo que esse sonho não vai se realizar. Isso é uma falta de compromisso com o eleitor", disse na ocasião.
Já em relação à reforma administrativa, uma aposta de Motta parada na Casa, o presidente evitou listá-la entre as prioridades e ressaltou que o trabalho dos parlamentares em 2026 acabará sendo encurtado pela eleição.
"Vamos aguardar, vamos entrar em 2026 para discutir com os líderes aquilo que vai ser a agenda do ano que vamos priorizar. É um ano, do ponto de vista político, administrativo e de funcionamento da casa, um pouco mais reduzido", disse.
"A sociedade como um todo entende que deve haver uma rediscussão sobre a máquina pública do nosso país. [...] E nem sempre o tempo político é da maneira que a gente quer. O Congresso tem o seu próprio tempo de amadurecimento das matérias", completou.
Motta afirmou ainda que propôs o debate, que vem sendo discutido com os partidos e os Poderes Executivo e Judiciário.
Outras prioridades de Motta e do governo, como a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança e o projeto de lei Antifacção, também ficaram para o ano que vem.
Após o embate entre governo e oposição que marcou a tramitação do PL Antifacção, Motta evitou responder se a matéria, que volta à Câmara após ter sido modificada no Senado, deve ter seu texto retomado pelos deputados.
A versão aprovada pelos senadores é defendida pelo Executivo, enquanto o texto da Câmara foi assinado pelo deputado bolsonarista Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"Vou trazer para o colégio de líderes, e a vontade da maioria vai ser respeitada. Eu ainda não sei qual será o posicionamento da Câmara acerca dessa matéria", disse.
