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Assinatura do acordo UE-Mercosul é adiada para janeiro

Assinatura do acordo UE-Mercosul é adiada para janeiro

Ursula von der Leyen deu aviso a líderes da União Europeia nesta quinta

Por Folhapress

18/12/2025 às 17:20

Atualizado em 18/12/2025 às 17:57

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

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Ursula von der Leyen, líder da Comissão Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou a líderes do bloco nesta quinta-feira (18) que o acordo com o Mercosul não será assinado neste sábado (20), como o previsto. A informação é do site Politico e da agência de notícias AFP, citando dois diplomatas europeus.

A assinatura do pacto ficaria para o mês que vem. Nesta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que levaria aos outros integrantes do bloco pedido da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, para que as tratativas fossem postergadas em um mês.

Lula disse que conversou por telefone com a italiana. Segundo o presidente, Meloni afirmou não ser contra o tratado, mas estar enfrentando pressão dos agricultores italianos, e pediu um prazo de uma semana a um mês para convencê-los a aceitar o acordo.

"Ela apenas está vivendo um certo embaraço político por conta dos agricultores italianos, mas que ela tem certeza de que é capaz de convencê-los a aceitar o acordo. Ela pediu para que, se a gente tiver paciência, de uma semana, 10 dias, de, no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo", disse o petista durante entrevista coletiva a jornalistas.

Em nota oficial, o gabinete de Meloni confirmou a conversa e reiterou que o governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que forem fornecidas as respostas necessárias aos agricultores, dependendo de decisões da Comissão Europeia.

A primeira-ministra está reunida com outros líderes europeus em Bruxelas, onde o assunto seria discutido antes de votação prevista para sexta-feira (19) no Conselho da UE.

O grupo liderado pela França e que ganhou apoio decisivo da Itália nos últimos dias queria adiar a aprovação. Alemanha, Espanha e países nórdicos defendiam a aprovação imediata e sugeriam que a procrastinação teria consequências.

Nesta quinta, Lula afirmou que "sempre soube" que a França, governada por Emmanuel Macron, era contra o acordo UE-Mercosul, mas que a "surpresa" foi a Itália. O petista afirmou que chegou até a conversar com a primeira-dama francesa, Brigitte, "para ela abrir o coração do Macron para fazer o acordo com o Brasil".

"A França não tem muito a perder por causa da agricultura brasileira", declarou o presidente brasileiro.

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