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Apoio de presidente do CFM a Messias gera crise no órgão

Apoio de presidente do CFM a Messias gera crise no órgão

Por Fábio Zanini e Danielle Brant, Folhapress

04/12/2025 às 15:44

Foto: Reprodução/Arquivo

Imagem de Apoio de presidente do CFM a Messias gera crise no órgão

Montagem do presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran Gallo, com a camisa do PT, dando apoio a Jorge Messias

A decisão do presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran Gallo, de declarar apoio à indicação do ministro Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal gerou uma crise no órgão, que nos últimos anos tem se alinhado a posições conservadoras.

Nesta quarta-feira (3), Gallo publicou um vídeo em uma rede social ao lado de Messias, dizendo que ele será um "grande ministro".

A manifestação ocorreu após o indicado de Lula ter se reunido com integrantes da direção do órgão, no que foi visto como um gesto de deferência.

Bastou Gallo ter publicado o vídeo que começaram a pipocar queixas em grupos internos e memes. Em um deles, o chefe do CFM aparece com uma camisa do PT.

Na manhã desta quinta-feira (4), a direção do conselho se reuniu e houve queixas generalizadas a respeito do posicionamento do presidente.

Chegou a ser discutida a divulgação de uma nota dizendo que a decisão de Gallo se dava em caráter pessoal e não representava o CFM, mas que acabou descartada, por uma avaliação de que apenas geraria mais desgaste.

A principal crítica a Messias é o fato de ele, como ministro da AGU (Advocacia Geral da União), ter se posicionado contra uma resolução do CFM que vetava a assistolia fetal, um procedimento abortivo, para fetos acima de 22 semanas. A resolução depois foi derrubada pelo ministro Alexandre de Moraes.

O conselho também se posicionou no passado em defesa da liberdade de médicos para receitar medicamentos sem eficácia contra a Covid, além de colocar limites a tratamentos de transição de gênero.

Evangélico, Messias deixou boa impressão na conversa com o CFM na terça-feira (2), ao dizer ser favorável à vida, embora não tenha recuado de sua posição sobre a assistolia. Mesmo assim, seu histórico de esquerda gera desconfiança no órgão.

Em grupos do CFM, a atitude do presidente foi chamada de "lambança", entre outros termos. Há o receio também de que o conselho perca o apoio de senadores de direita em projetos de interesse do órgão, com a criação de exame de proficiência para a categoria médica.

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