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STF forma maioria contra revisão da vida toda do INSS, mas segurado não terá de devolver valores

STF forma maioria contra revisão da vida toda do INSS, mas segurado não terá de devolver valores

Por Cristiane Gercina, Folhapress

21/11/2025 às 19:09

Foto: Gustavo Moreno/Divulgação STF/Arquivo

Imagem de STF forma maioria contra revisão da vida toda do INSS, mas segurado não terá de devolver valores

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques, durante sessão plenária em 12.fev.25; ele deu voto que formou maioria contra a revisão da vida toda

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria contra a revisão da vida toda do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mas os segurados não vão precisar devolver o valor que receberam após vencer ação na Justiça sobre o tema.

Os beneficiários também não terão de pagar custas processuais, honorários de sucumbência ao governo nem valores de perícias judiciais até 5 de abril de 2024, data em que foi publicada a ata do julgamento que derrubou a correção

O caso está sendo julgado no plenário virtual da corte, com previsão de encerramento às 23h59 de terça-feira (25). Até agora, seis ministros seguiram o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, votando contra a revisão e pela não devolução dos valores: Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso —que se aposentou—, Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques. São a favor da revisão os ministros André Mendonça e Rosa Weber. Rosa votou antes de se aposentar.

A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual os aposentados do INSS pedem para que sejam incluídas na conta da aposentadoria contribuições feitas em outras moedas, antes do Plano Real.

A decisão que for tomada valerá para todos os processos do tipo no país. Os segurados não precisarão devolver os valores, mas a aposentadoria ou pensão será reduzida.

A ação em julgamento é o recurso extraordinário 1.276.977, que trata diretamente sobre a correção. A tese da revisão já havia sido derrubada pelo Supremo em julgamento em 2024.

O voto que formou maioria foi do ministro Nunes Marques. Ele já havia se mostrado contra a revisão desde 2022, e chegou a fazer uma manobra para que a aprovação não ocorresse no plenário virtual. A correção já havia sido aprovada, mas faltando minutos para o fim do julgamento, ele pediu destaque e levou o caso ao plenário físico.

No final daquele ano, a revisão foi aprovada em julgamento presencial, porém, em 2024, ao julgar dois outros processos de 1999 sobre o fator previdenciária, a tese foi derrubada. O processo da revisão em sim, ainda precisava ser analisado.

Houve novas derrotas para os aposentados. O próprio Alexandre de Moraes, que era favorável, votou contra. A ministra Cármen Lúcia, também a favor, votou contra. A decisão representa uma vitória para o governo, que informou haver um gasto de R$ 480 bilhões aos cofres públicos casso tivesse de pagar a correção.

Os valores são contestados. Isso porque não seria todos os segurados que seriam beneficiados. A revisão, em tese, é mais vantajosa para quem tinha valores altos de salários antes do Plano Real. Além disso, com a reforma da Previdência de 1999, ela ficou limitada, já que o cálculo da aposentadoria foi modificado.

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