Incêndio atinge pavilhões da COP30 em Belém
Por Folhapress
20/11/2025 às 14:49
Atualizado em 20/11/2025 às 15:35
Foto: Helio/TV Globo
Um incêndio atinge os pavilhões da COP30 em Belém (PA) no início da tarde desta quinta-feira (20).
As chamas começaram nos setores dedicados aos países, causando correria entre os participantes da conferência. A energia elétrica foi cortada no local, e as labaredas chegam a furar os toldos dos estandes.
Ainda não se sabe a causa do incêndio. O ministro do Turismo, Celso Sabino, disse que não há feridos. O incidente ocorre na fase final da conferência, quando os países já acertam detalhes na negociação antes do resultado ser apresentado.
O incidente ocorre na fase final da conferência, quando os países tentavam fechar o texto final do acordo. Com o incêndio, a negociação foi interrompida e ainda não se sabe quando elas vai recomeçar.
No meio da correria causada pelo incêndio, a caixa móvel Dielly Silva presenciou as chamas que, segundo ela, se espalhavam com muita rapidez. "Levei um susto, todo mundo correndo, praticamente passando por cima de todo mundo. A gente tentou achar um lugar mais tranquilo para correr", contou. "Todo mundo gritava para sair: fogo, fogo, em vários idiomas".
Pessoas tiveram que sair da COP30 usando escadas para escapar do incêndio que atinge o pavilhão dos países. Na primeira semana do evento, a ONU enviou uma carta à organização pontuando problemas na infraestrutura e na segurança.
O secretário-executivo da UNFCCC (o braço climático das Nações Unidas), Simon Stiell, assinou o documento demandando que a proteção seja reforçada e que os problemas (como alagamentos e altas temperatura no ambiente) sejam resolvidos.
Meses antes do início da conferência, dezenas de negociadores assinaram uma carta endereçada ao governo Lula e a Stiell pressionando para que a COP30 fosse transferida, ao menos em parte, para outra cidade —as reclamações eram sobre os altos preços de hospedagem e os problemas de infraestrutura da capital paraense.
O governo federal optou por mantê-la em Belém, e o próprio Lula destacou que isso demonstrava um ato de coragem. O presidente argumentou que seria mais fácil realizar o evento em uma cidade pronta para recebê-lo, mas destacou a importância de sediar as reuniões climáticas na amazônia pela primeira vez.
Durante o incêndio, técnicos de áudio da zona azul ajudaram os bombeiros com extintores. "Eu estava no estande da Noruega, onde tinha uma palestra, a gente ouviu muita gritaria, e alguém disse 'É fogo'", diz o técnico Reginaldo Santos.
"Fiquei na minha sala, ouvi o pessoal de onde tava pegando fogo pedindo extintor de incêndio. Tinha um na minha sala e outro na sala da frente, levei para eles", diz Santos. Segundo o grupo, dois técnicos foram atendidos pelo serviço de saúde. Um por inalar fumaça e outro por cair durante a correria.
