'Este subsídio do transporte não tem transparência', afirma Aladilce
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
17/11/2025 às 19:19
Foto: vitorgrafando | Victor Queirós
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB)
Líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) fez várias críticas ao projeto de lei do Executivo que prevê subsídio para o transporte público na capital baiana.
A comunista apresentou emendas para ampliar a transparência do subsídio e defendeu que era necessário estabelecer normas de fiscalização antes que o projeto fosse votado pelos vereadores de Salvador.
“O projeto de lei estabelece R$ 60 milhões de subsídios para o sistema de transporte em Salvador, para o transporte convencional e o STEC. E nós achamos que não há condição de votar esse projeto assim, sem transparência, sem saber o custo de operação do sistema, sem saber como esse dinheiro será utilizado”, afirmou.
Ainda segundo Aladilce, uma das emendas apresentadas por ela previa a obrigatoriedade de que todos os investimentos feitos com o montante passassem pela Câmara para avaliação.
“O prefeito vetou essa parte, mandou o veto hoje, e já foi aprovado”, continuou.
Foram onze emendas enviadas pela bancada de oposição, todas apresentando regras para garantir transparência na aplicação do subsídio do transporte público.
A vereadora também declarou que foram apresentadas emendas para assegurar tarifa zero a pessoas idosas e a pessoas com deficiência física e mental. Além disso, havia propostas para garantir passe livre a trabalhadores da saúde pública, gestantes e estudantes.
“Nós não somos contra o subsídio, mas não podemos votar se essas questões não forem garantidas, ou seja, transparência e contrapartida social desse recurso, porque, afinal de contas, se trata de dinheiro público”, completou.
Apesar da mobilização de Aladilce e da bancada de oposição, todas as emendas apresentadas foram rejeitadas durante a votação. Ao ser questionada pelo Política Livre sobre o posicionamento da bancada diante da rejeição, a comunista afirmou que está consultando sua base para definir qual alternativa poderão adotar.
“Havia uma expectativa de aprovação de pelo menos algumas dessas emendas, mas a tendência é não votarmos favoráveis a esse projeto, porque não temos segurança de como será aplicado, nem garantia de contrapartida para a população, que é fundamental”, finalizou.
