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As comemorações distintas do netismo e do governo sobre a Real Big Data, por Raul Monteiro*
As comemorações distintas do netismo e do governo sobre a Real Big Data, por Raul Monteiro*
Por Raul Monteiro*
27/11/2025 às 10:05
Atualizado em 27/11/2025 às 20:56
Foto: Divulgação/Arquivo
ACM Neto e Jerônimo Rodrigues
A pesquisa Real Big Data sobre a sucessão estadual divulgada ontem teve recepção distinta nos times do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e de ACM Neto (União Brasil). Enquanto os netistas comemoraram o resultado da sondagem estimulada, na qual o ex-prefeito de Salvador lidera a consulta com 44% das intenções de voto contra 35% do chefe do executivo estadual, o time do governador caiu em campo reforçando a divulgação do cenário espontâneo, em que os dois empatam tecnicamente, com 12% para o primeiro e 9% para o mandatário. Na avaliação do grupo de Neto, a consulta confirma a resiliência do candidato como favorito na disputa.
Sob esta análise, o ex-prefeito corre apenas um perigo: se o presidente Lula bater 65% dos votos válidos no Estado, pode catapultar Jerônimo ao podium mais uma vez, da mesma forma que aconteceu no pleito de 2022. Daí a importância de, evitando o cenário passado, Neto contar com um candidato à Presidência que faça o contraponto ao puxador de Jerônimo. O nome preferido do ex-prefeito é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, no entanto, vive o dilema entre disputar a Presidência da República ou a reeleição em seu Estado, tarefa da qual se desincumbiria com muito mais facilidade do que enfrentando Lula.
Na verdade, o problema de Tarcísio chama-se a grande família Bolsonaro, que resiste em entregar o espólio eleitoral do provedor a um extra-clã, certa de que, uma vez transferidos, os votos do bolsonarismo nunca mais retornarão, especialmente se o seu destinatário sair-se bem no papel de comandar o país, tarefa na qual o ex-presidente fracassou, tanto política quanto administrativamente, devolvendo o governo ao petismo. Convencidos de que os números da Real Big Data que importam são os da sondagem espontânea e não os da estimulada (quando os candidatos são mostrados), os petistas lembram que, na consulta de setembro, o cenário não foi divulgado.
Por este motivo, reforçam a ideia de que o governador não tem motivos para se preocupar uma vez que, de acordo, por exemplo, com o Instituto Paraná, no mesmo cenário espontâneo, Neto vinha aparecendo com quase o dobro das intenções de voto de Jerônimo, o que a pesquisa de agora, apesar de usar metodologia distinta, mostra que não ocorre mais, sinalizando, na avaliação do governo, o crescimento do petista. Além disso, chamam a atenção para o fato de que a pesquisa mostra o pouco interesse do eleitorado nas eleições do ano que vem, o que acreditam que deve mudar, podendo beneficiar ambos os candidatos.
No campo espontâneo, a pesquisa é boa para Jerônimo também por outro motivo. O ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa, ex-governador da Bahia, aparece apenas com 2% de lembrança do eleitor, o que confirma a posição do governador como candidato natural à sucessão, afastando um eventual recurso a Rui para enfrentar Neto, fantasma com que Jerônimo conviveu durante boa parte do mandato, espalhado pelos ruisistas inscrustados no governo. A pesquisa prossegue como uma radiografia do momento sem maior repercussão sobre o cenário eleitoral, o qual deve se configurar de forma definitiva a partir do segundo semestre de 2026.
*Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.
2 Comentários
ACM NETO não vai ter coragem de enfrentar Jerônimo e Lula de novo porque perde de novo
•
28/11/2025
•
04:04
Paulo
•
27/11/2025
•
17:52
