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Alcolumbre anula voto de Eduardo Bolsonaro em sessão de vetos da lei ambiental
Alcolumbre anula voto de Eduardo Bolsonaro em sessão de vetos da lei ambiental
Por Carolina Linhares, Folhapress
27/11/2025 às 19:04
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anulou o voto do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na sessão de vetos desta quinta-feira (27), argumentando que o regimento não permite a votação remota de parlamentar fora do país que não esteja em missão oficial.
Eduardo Bolsonaro havia votado a favor da derrubada de vetos do presidente Lula (PT) à lei de licenciamento ambiental e ao projeto de socorro aos estados endividados, conhecido como Propag. A anulação de seu voto não altera o resultado final, que foi de derrota para o governo por larga margem.
"Foi constatado o registro irregular de votação pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro.[...] Esta presidência declara a nulidade do referido registro de votação e determina a retificação de seu resultado", disse Alcolumbre.
Eduardo está está nos Estados Unidos desde março, de onde comanda uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determine punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar Jair Bolsonaro (PL) da prisão.
O presidente do Senado mencionou uma decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), desta terça-feira (25), que proíbe a participação e votação pelo aplicativo de deputado que esteja fora do país sem integrar missão oficial autorizada.
A decisão de Motta diz respeito a Alexandre Ramagem (PL-RJ), mas também se aplica a Eduardo.
Ramagem, condenado no processo da trama golpista, deixou o país e fugiu para os Estados Unidos, mas vinha votando a distância e gravando vídeos para as redes sociais para disfarçar.
Quando a Folha questionou a Câmara sobre a votação à distância há um mês, a Casa não esclareceu se Eduardo estava autorizado a votar ou não. Sob risco de perder o mandato por faltas, Eduardo vinha afirmando que não consegue registrar sua presença ou voto por meio de aplicativo, mesmo nas sessões não presenciais, e acusa a Câmara de impedir seu acesso remoto.
