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Coalizão formada por 20 frentes parlamentares pede devolução de MP dos impostos do governo
Coalizão formada por 20 frentes parlamentares pede devolução de MP dos impostos do governo
Por Folhapress
13/06/2025 às 21:30
Atualizado em 13/06/2025 às 21:30
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo

Uma coalizão formada por 20 frentes parlamentares temáticas de setores produtivos apresentou nesta sexta-feira (13) um manifesto pedindo que o Congresso Nacional devolva imediatamente a medida provisória editada nesta semana pelo governo com uma série de medidas de aumento tributário e ações de contenção de gastos.
No documento, os parlamentares pedem que o Legislativo não aceite retrocessos que prejudiquem a produtividade, ameacem empregos e comprometam "a esperança por um país melhor e mais justo".
"A Coalizão das Frentes Parlamentares Produtivas defende a imediata devolução da MP 1.303/2025 e conclama o Congresso Nacional a assumir uma postura firme em defesa da segurança jurídica, da liberdade econômica e da estabilidade fiscal, como tem feito desde o princípio", afirma o documento.
O governo publicou na quarta-feira (11) um decreto calibrando para baixo parte dos aumentos do IOF anunciados em maio e uma medida provisória que, visando compensar a redução da arrecadação, eleva a taxação sobre bets, institui a tributação sobre ganhos com títulos atualmente isentos, altera o imposto de outras aplicações financeiras e prevê, ainda, algumas medidas de contenção de despesas.
Entre os signatários do documento estão as frentes parlamentares do Empreendedorismo, da Agropecuária, do Comércio e Serviços, da Saúde, do Turismo e da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
Para o grupo, a MP editada pelo governo reflete uma condução "improvisada e imediatista" da política econômica.
"Criada às pressas após o recuo no aumento do IOF, essa medida apresenta-se como uma solução frágil e temporária que apenas mascara o problema fiscal, sem atacar suas verdadeiras causas", diz o documento.
Em uma publicação na rede social X, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu críticas e afirmou que os parlamentares signatários do manifesto deveriam apresentar propostas alternativas, lembrando que foi o Congresso o responsável pela aprovação do arcabouço fiscal.
"Se rejeitam uma MP que combina medidas de arrecadação e de controle de despesas, como esperam que o governo cumpra as regras fiscais?", questionou a ministra responsável pela articulação política do governo na publicação.
"Ao contrário do que diz o manifesto, o governo não está 'taxando a tudo e a todos'. Está cobrando a contribuição de setores que pagam pouco ou nenhum imposto sobre seus altos rendimentos", disse, chamando a atenção para o fato de que as cobranças irão recair sobre apostas esportivas online, bancos e aplicações financeiras isentas ou pouco tributadas.
