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Moraes suspende parte de ação penal contra Ramagem depois de decisão da 1ª turma do STF
Moraes suspende parte de ação penal contra Ramagem depois de decisão da 1ª turma do STF
Por Ana Pompeu/Folhapress
16/05/2025 às 20:40
Atualizado em 16/05/2025 às 20:40
Foto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), efetivou a suspensão de apenas parte do processo contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) pela trama golpista.
Em despacho desta sexta-feira (16), o relator citou a decisão unânime da Primeira Turma pela derrubada de uma manobra da Câmara dos Deputados a favor do parlamentar.
Ramagem foi tornado réu por cinco crimes. A ação penal pelo crimes que teriam sido cometidos após a diplomação como parlamentar, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado, ficou, portanto, suspensa.
O deputado seguirá respondendo por associação criminosa armada, golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito.
Ainda nesta sexta, a defesa de Ramagem apresentou novos recursos à corte, afirmando que há uma omissão na decisão do Supremo.
Isso porque o crime de organização avançaria sobre o período em que ele já estava diplomado, já que esta teria seguido, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República) até 8 de janeiro de 2023.
Há, ainda, na corte, a ação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) para levar o caso ao plenário da corte. Caberá também a Moraes conduzir o processo. Ele foi definido o relator nesta quinta (15) por prevenção, ou seja, por relatar os processos que tratam de tema semelhando, no caso, o da tentativa de golpe de Estado.
Para o presidente da Câmara, a decisão da Turma é uma ofensa aos preceitos fundamentais previstos na Constituição. Isso porque o Supremo teria invadido a competência da Casa e comprometido a harmonia entre os Poderes ao restringir a suspensão do processo contra Ramagem somente pelos crimes de dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.
A ação aberta por Motta deve ser rejeitada e o assunto já está pacificado no Supremo, segundo três ministros e três auxiliares ouvidos pela reportagem.
O presidente da Câmara, de acordo com esses ministros, precisava dar um recado para dentro do Legislativo de que está disposto a defender as prerrogativas dos parlamentares, independentemente da coloração partidária.
