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Planalto aposta em Alcolumbre para resolver racha no União Brasil após futuro ministro balançar

Planalto aposta em Alcolumbre para resolver racha no União Brasil após futuro ministro balançar

Por Vera Rosa/ Estadão

11/04/2025 às 21:50

Atualizado em 11/04/2025 às 21:50

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

Pedro Lucas Fernandes (União-MA) divulgou nota dizendo que ainda precisa consultar a bancada de deputados sobre o convite para ser ministro

A disputa aberta no União Brasil desde a demissão do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, ganhou contornos de batalha campal. Menos de vinte e quatro horas depois de ter sido anunciado como sucessor de Juscelino, o líder do partido na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), divulgou uma nota dizendo que ainda precisa consultar a bancada de deputados sobre o convite.

O comunicado pegou de surpresa a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. No dia anterior, ela havia participado de uma reunião no Palácio da Alvorada na qual Pedro Lucas tinha aceitado o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma ala do União Brasil, porém, não apenas desaprovou a entrada de Pedro Lucas na equipe de Lula, alegando que o partido precisa desembarcar do governo, como se rebelou contra o “pacote” apresentado. O “combo” prevê Juscelino como líder da bancada na Câmara.

“Não tomarei nenhuma decisão sem antes ouvir os deputados e deputadas que confiam no meu trabalho e com quem compartilho, diariamente, a construção de uma agenda em defesa do país”, afirmou Pedro Lucas nas redes sociais.

O que está por trás do comunicado é o racha no partido. Nos bastidores, houve críticas à atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que negociou o acordo com o governo em nome da bancada na Câmara. Alcolumbre estava presente na reunião do Alvorada com Lula, Gleisi, Juscelino e Pedro Lucas.

“Nós não discutimos nada sobre liderança na Câmara. Isso compete ao partido, e não ao governo”, disse Gleisi.

O Palácio do Planalto aposta agora na influência de Alcolumbre para resolver o impasse. O senador agiu rápido para emplacar um novo indicado no Ministério das Comunicações com receio da cobiça de outros partidos. A vaga fez crescer os olhos do PSD, que também reivindica Turismo, outra pasta comandada pelo União Brasil.

O que mais irritou deputados da legenda, porém, foi o fato de Alcolumbre atuar para que Juscelino, reassumindo agora o mandato de deputado federal, fique no lugar de Pedro Lucas como líder da bancada. Os dois são adversários políticos.

Juscelino foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira, 8, sob acusação de desviar recursos de emendas parlamentares.

Desde que entregou o cargo, naquele mesmo dia, o ex-ministro começou a pedir votos aos colegas para se tornar líder da bancada. A estratégia foi traçada por Alcolumbre, sob o argumento de que Juscelino não poderia voltar para a planície abandonado pelo partido.

Grupo de Rueda veta Juscelino na liderança do partido

O problema é que o grupo do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, vetou a entrada de Juscelino na liderança da sigla. Um integrante desse núcleo disse à reportagem, sob reserva, que a situação está complicada porque, se Juscelino não serve para ser ministro, também não pode comandar a bancada na Câmara. A tendência, aliás, é que ele vire réu quando for julgado pelo STF.

Há outros candidatos à cadeira de líder, como os deputados Mendonça Filho (PE) – para quem o partido deve se afastar de Lula –, Moses Rodrigues (CE) e Damião Feliciano (PB).

O União Brasil está à frente de três ministérios: além de ter negociado o controle de Comunicações e Turismo quando Lula foi eleito, em 2022, Alcolumbre também emplacou um aliado em Integração e Desenvolvimento Regional. O titular da pasta é Waldez Góes, ex-governador do Amapá que era do PDT e só agora vai se filiar ao União Brasil para concorrer ao Senado, em 2026.

Dividido, o partido do Centrão abriga um núcleo que quer apoiar um candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2026, outro que pretende fechar aliança com Lula e um terceiro que defende a adesão à campanha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) ao Planalto.

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