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Ala de Marina usa subterfúgios para invalidar eleição na Rede, diz presidente de comissão
Ala de Marina usa subterfúgios para invalidar eleição na Rede, diz presidente de comissão
Por Danielle Brant, Folhapress
16/04/2025 às 13:50
Atualizado em 16/04/2025 às 13:50
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Presidente da comissão que acompanhou a escolha do novo diretório nacional da Rede, Paulo Miranda rebate as críticas da deputada estadual Marina Helou (SP) de que houve fraude no processo e diz que aliados da ministra Marina Silva (Meio Ambiente) buscam subterfúgios para tentar invalidar o resultado.
Ao Painel, Marina Helou falou em suspeitas de fraude no processo eleitoral e disse que, se continuar nessa toada, a Rede não terá futuro. A chapa de Paulo Lamac, apoiada pela ex-senadora Heloísa Helena, venceu a disputa por 73,50% a 26,5% contra a de Giovanni Mockus, que tinha o respaldo da ministra.
Paulo Miranda contesta as afirmações da deputada estadual e afirma que o grupo minoritário participou de todas as etapas de aprovação das regras e da realização do congresso.
"Entretanto, passou a questionar o processo apenas após os resultados das conferências estaduais, especialmente diante da derrota de seus representantes em estados onde antes detinham maioria, como Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul, quando ficou evidente que haveria uma acentuada redução em seu percentual de participação na direção nacional", afirma.
Na avaliação dele, o fato de o grupo ter tido a representação reduzida de cerca de 40% para os atuais 26% "levou à busca por subterfúgios para tentar invalidar o processo."
Miranda afirma que há dezenas de milhares de documentos que comprovariam a lisura e a transparência do processo, incluindo as conferências municipais, estaduais e a fase nacional.
"Foram mais de 7.000 filiadas e filiados que participaram deste processo, que a minoria gostaria de ver invalidado", argumenta. "Apresentaram dezenas de ações judiciais, litigando claramente de má-fé e tentando induzir juízes e desembargadores ao erro com argumentações parciais e falaciosas. Até o momento, a verdade tem prevalecido, e todas as tentativas de obstrução foram infrutíferas."
Miranda também fala em desespero para tentar impedir a derrota iminente e afirma que isso levou ao "boicote do pagamento aos fornecedores do evento, com a recusa de quitação por parte da tesoureira, que também ocupa o cargo de chefe de gabinete do deputado Túlio Gadêlha, integrante do mesmo grupo político. Esse boicote também foi barrado judicialmente."
