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Secretária Ângela Guimarães comenta pesquisa Quaest e classifica cenário eleitoral de 2026 como "ainda distante"
Secretária Ângela Guimarães comenta pesquisa Quaest e classifica cenário eleitoral de 2026 como "ainda distante"
Por Política Livre
01/03/2025 às 19:40
Atualizado em 01/03/2025 às 20:00
Foto: Política Livre

A secretária estadual da Promoção da Igualdade Racial, Ângela Guimarães, comentou na noite deste sábado (1º), em entrevista exclusiva a este Política Livre, na Senzala do Barro Preto, antes da saída do bloco Ilê, sobre a repercussão dentro do governo estadual dos resultados da Pesquisa Quaest, divulgada na última quinta-feira (27). O levantamento apontou uma aprovação de 61% do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Nós chegamos a fazer uma avaliação em conjunto com o governador. É uma sinalização muito positiva, que coloca a gente num lugar de reconhecimento da população, da sociedade, em relação ao trabalho árduo, intenso, integrado do governo, mas em momento nenhum deixa o nosso governo com vaidade. Nós sabemos dos imensos desafios que nós temos ainda na construção de uma Bahia com menos desigualdades sociais, com menos racismo, com mais igualdade de oportunidade para todos, mas sem dúvida é um grande elixir de ânimo para o nosso governador, que já trabalha num ritmo muito acelerado de domingo a domingo”, disse a secretária.
Sobre os dados da pesquisa que indicam o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), à frente do governador Jerônimo Rodrigues, Ângela Guimarães classificou o resultado como uma “condição muito distante” do cenário eleitoral de 2026.
“Nós avaliamos que é uma condição ainda muito distante do próprio cenário eleitoral, porque o cenário eleitoral, nós temos um tipo de organização que parte de plenárias participativas, construção do programa de governo participativo, de chamado à sociedade, de maior intensificação da comunicação das nossas ações, e tudo isso acaba criando um desequilíbrio, no nosso caso, a nosso favor, diante de tantos feitos, tanto assim que o 61% que reconhece, reconhece os feitos do governo, nas escolas de tempo integral, no Bahia sem fome, que reduziu em 50% nos primeiros dois anos a insegurança alimentar e nutricional, no recorde de empregos que a Bahia é campeã aqui no Nordeste, no recorde em turismo também no Nordeste. Então, nós achamos que é um cenário que ainda tem muito a ser alterado daqui até lá, porque uma coisa é um lado que já faz oposição e, de certa forma, já faz campanha, outra coisa, outro lado que está mergulhado no trabalho, estando no governo”.
Quanto à desaprovação do presidente Lula na Bahia ser maior do que a aprovação do governador Jerônimo Rodrigues, a secretária Ângela Guimarães considerou o cenário como “algo conjuntural”.
“Nós achamos que é algo conjuntural, a gente sabe que no último período o governo Lula passou por uma série de ataques sistêmicos vinculados à fake News, vinculados à questão do Pix e outras questões, e também o fato de o presidente ter adoecido nesses últimos tempos, o que acabou retirando ele desse ambiente de maior exposição dos seus feitos”.
