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Moraes afirma que defesa de Bolsonaro teve acesso integral a inquérito sobre trama golpista

Moraes afirma que defesa de Bolsonaro teve acesso integral a inquérito sobre trama golpista

Por Ana Pompeu/Folhapress

27/02/2025 às 20:00

Atualizado em 27/02/2025 às 20:00

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou ter dado acesso integral aos autos do processo sobre a trama golpista à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em despacho desta quinta-feira (27), o relator respondeu a pedidos feitos pela defesa de Bolsonaro tanto em audiência quanto por meio de petições. Moraes recebeu o advogado Celso Vilardi no intervalo da sessão de quarta (26) no STF.

De acordo com a defesa, as provas estão disponíveis apenas ao Ministério Público Federal. "Em audiência realizada com o advogado de Jair Messias Bolsonaro, em 26 de fevereiro de 2025, no Salão Branco dessa Suprema Corte, foi afirmado, novamente, que a defesa não teria acesso às mídias envolvendo a comunicação entre Mário Fernandes, e Mauro César Barbosa Cid.

Moraes, no entanto, afirma que as transcrições estão juntadas aos autos e públicas desde 26 de novembro do ano passado.

"Não há nenhuma dúvida de que a Defesa de Jair Messias Bolsonaro teve integral acesso aos autos e ao sistema, por meio da mídia disponibilizada pela Secretaria Judiciária, sendo possível analisar todos os elementos colhidos nos aparelhos de telefone celular", disse Moraes.

Antes de se reunir com o relator, na segunda (24), Vilardi esteve com o presidente da corte, ministro Luis Roberto Barroso, com quem também tratou de demandas da equipe. O advogado afirmou que a equipe deve pedir a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

As informações do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro são uma das bases da denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ex-presidente e mais 33 pessoas.

Na ocasião, Vilardi também disse entender que as análises da denúncia e eventual julgamento devem ser feitas pelo plenário completo, e não pela Primeira Turma da corte.

O colegiado maior é formado pelos 11 magistrados, enquanto as turmas têm cinco ministros cada. A expectativa até o momento é que o caso fique na turma integrada pelo relator Alexandre de Moraes e pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

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