/

Home

/

Noticias

/

Economia

/

Marinho chama de 'imbecilidade' elevar juros para controlar inflação e pede 'juízo' ao BC

Marinho chama de 'imbecilidade' elevar juros para controlar inflação e pede 'juízo' ao BC

Por Fernanda Trisotto/Estadão

26/02/2025 às 17:15

Atualizado em 26/02/2025 às 17:15

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que é uma “imbecilidade” inibir o crescimento da economia como forma de controlar a inflação. Ele foi questionado sobre as sinalizações que constam nas comunicações oficiais do Comitê de Política Monetária (Copom), que falam da pressão pelo crescimento acima da capacidade e de como isso afeta a inflação, que está além do teto da meta.

“Isso é uma imbecilidade. É uma imbecilidade. Nós precisamos estimular o crescimento da economia, produzir mais para controlar a inflação. Não é inibir. Se a gente inibir crédito e aumentar juros, você inibe investimento. Se você inibe investimento, você está inibindo ter mais produção para ter mais produto na prateleira para controlar a inflação pela oferta. Não existe só um mecanismo de controlar a inflação só pela restrição, pelo amor de Deus. Pelo menos essa é a minha visão, ninguém disse que eu estou equivocado até agora”, disse.

A avaliação do ministro é de que se o Banco Central “entrar na onda” do mercado e elevar os juros, vai inibir a economia e impactar os investimentos. “Eu esperava que o mercado reclamasse do aumento de juros. Não pode aumentar os juros, porque isso inibe investimento e estrangula o Orçamento da União, dos Estados e municípios. Veja a contradição. O mercado pede mais juros. Se o Banco Central entrar nessa do mercado e continuar aumentando os juros, vai inibir investimento no ano, vai inibir o crescimento da economia em 2025. É isso que nós desejamos?”, ponderou.

O ministro pediu “juízo” ao BC e defendeu que é preciso “soltar o animal do empresariado para o investimento”.

Alta da Selic em março

Marinho disse esperar que o Banco Central não “cumpra” a alta na taxa básica de juros que já está contratada para março. Ao fim de 2024, a autoridade monetária indicou, na última reunião do Copom, que deveria elevar a Selic em 1 ponto porcentual nas reuniões de janeiro e março. A elevação foi confirmada na reunião de janeiro, quando houve nova sinalização de alta de 1 ponto no encontro de março, o que levará os juros a 14,25% ao ano.

“(O BC) Sinalizou por pressão do mercado, respondendo a essa ânsia do mercado. Eu espero que ele não cumpra esse contrato”, disse durante a entrevista à imprensa em que comentou os dados do Caged de janeiro. Ele acrescentou que é sua obrigação alertar que o aumento dos juros vai inibir os investimentos e geração de empregos, além de estrangular o Orçamento público.

“Nós temos que fazer esse alerta. Ao mesmo tempo, tem uma crença, a crença de que a economia brasileira continuará crescendo, mesmo apesar do Banco Central, apesar do aumento de juros. Você tem, por um lado, isso é uma recessão, mas por outro lado, os empresários acreditam no planejamento, no estímulo”, disse.

Criação de empregos

Ao comentar os dados do Caged, o ministro do Trabalho afirmou que sua preocupação não é com a geração de empregos em janeiro acima do patamar de 100 mil postos, mas sim com a não repetição do número obtido em janeiro de 2024.

“Veja que o mercado reagiu com o saldo de 137.303, e ele devia, na verdade, observar que nós começamos abaixo do que começamos em janeiro do ano passado, janeiro do ano passado foi de 173 mil. Então a minha preocupação é essa, não é que nós geramos muito. Eu queria os 173 mil do ano passado”, disse.

Ao avaliar a geração de empregos no mês, Marinho pontuou a sazonalidade que implica na destruição de postos de trabalho no comércio e destacou o emprego na indústria. “A indústria oferece um emprego de maior tempo de duração, fica mais tempo no emprego na indústria do que nos outros setores, nos outros setores a rotatividade é maior do que na indústria. E também a indústria muitas vezes oferece também boas remunerações em relação a outras atividades econômicas”, disse.

Ele também destacou os dados de geração de empregos no Rio Grande do Sul, que teve a criação de 26.732 postos, o que confirma a recuperação do Estado.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.