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Lideranças do União Brasil na Bahia ainda têm esperança em uma improvável federação para afastar PP da base de Jerônimo
Lideranças do União Brasil na Bahia ainda têm esperança em uma improvável federação para afastar PP da base de Jerônimo
Por Política Livre
25/02/2025 às 18:56
Atualizado em 25/02/2025 às 19:16
Foto: Divulgação/Arquivo

A criação de uma federação entre o PP, o União Brasil e o Republicanos, cuja discussão se arrasta no plano nacional desde 2023, seria hoje o único obstáculo de peso para a retomada da aliança entre os pepistas e o PT na Bahia. O "casamento" triplo, no entanto, dificilmente se concretizará, segundo apurou este Política Livre. A bancada do Republicanos na Câmara Federal, inclusive, decidiu no início deste mês contrariamente à união por conta das divergências nos estados.
Em volume, só quem segue a favor da ideia são os caciques do União Brasil, incluindo o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional da legenda, ACM Neto, o atual ocupante do Palácio Thomé de Souza, Bruno Reis, e a maioria dos deputados federais do partido.
Isso porque, além de se fortalecerem com a criação de uma super bancada em Brasília, com enorme potencial eleitoral, na prática a federação garantiria a ACM Neto e a Bruno Reis o controle sobre o PP na Bahia por pelo menos quatro anos.
Do PP baiano, não é à toa que só quem demonstra simpatia pela ideia é o deputado federal João Leão e o filho dele, o secretário de Governo da Prefeitura de Salvador e presidente municipal da legenda, Cacá Leão. Ambos desejam que a agremiação siga na oposição, distante do PT.
Em Brasília, além de João Leão, há outro integrante do PP a favor da federação: o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, que deseja voltar a ganhar musculatura na Casa e retomar o controle do União Brasil no Estado dele, Alagoas, perdido desde que um adversário local, o deputado federal Alfredo Gaspar, foi indicado para assumir o comando regional do partido de ACM Neto.
Presidente do PP da Bahia, o deputado federal Mário Negromonte Júnior já se manifestou contra a federação com o União Brasil. Como se não bastassem as divergências entre as duas legendas nos estados, o que inclui a Bahia, os pepistas também temem que, caso o "casamento" seja oficializado, os efeitos da Operação Overclean da Polícia Federal respinguem sobre eles.
Na semana passada, o site mostrou que o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), disse ao senador Jaques Wagner (PT) que a Executiva pepista na Bahia tem total autonomia para fechar uma aliança para ingressar na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), bem como apoiar a reeleição do petista em 2026. Ciro também teria descartado a federação com o União Brasil, o que era uma preocupação do chefe do Executivo estadual.
