Alexandre de Moraes desativou conta no X
Por Mônica Bergamo/Folhapress
21/02/2025 às 12:42
Atualizado em 21/02/2025 às 12:42
Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/SCO/STF

O próprio ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes desativou a conta que mantinha no X, a rede social de Elon Musk.
Ele já tinha parado de fazer postagens em 2024, quando o bilionário norte-americano passou a atacá-lo na rede e, na sequência, o X passou a desobedecer a determinações judiciais da Corte.
A desativação causou furor na rede, com internautas questionando se a empresa, que defende a liberdade de expressão, teria tomado a iniciativa de censurar o magistrado brasileiro.
Nesta semana, Alexandre de Moraes voltou a tomar decisões que envolvem a rede.
Na última quarta-feira (19), ele determinou que o X fizesse de "imediato" o pagamento de R$ 8,1 milhões aos cofres públicos referentes à multa imposta pelo magistrado à plataforma no ano passado.
A ordem foi decretada nos autos de inquérito que tem como alvo o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, instaurado a pedido da jornalista Juliana Dal Piva, autora do livro "O Negócio do Jair: a história proibida do clã Bolsonaro" (editora Zahar).
Em representação à corte, Dal Piva acusou Santos de publicar mensagens forjadas nas redes sociais em junho passado, em que ela confessava um plano arquitetado por Moraes para prender Bolsonaro.
Além de ordenar a abertura de inquérito na Polícia Federal sobre o caso, Moraes determinou que a plataforma, no prazo de duas horas, bloqueasse perfil ligado ao aliado do ex-presidente sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
De acordo com os autos, em outubro do ano passado, em razão do descumprimento da medida, o ministro mandou que a Secretaria Judiciária do tribunal levantasse o valor total da multa imposta à empresa de Musk. O setor informou que a penalidade totalizava R$ 8,1 milhões. Naquele mesmo mês, Moraes ordenou que o pagamento fosse efetuado.
A empresa contestou, mas o ministro rejeitou os argumentos em novembro. Os advogados do X, então, pediram na ocasião informações sobre a conta bancária em que deveria ser feito o depósito, dados que constaram da decisão de Moraes .
