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Ministério dos Povos Indígenas faz parceria com empresa para ações de recuperação ambiental

Ministério dos Povos Indígenas faz parceria com empresa para ações de recuperação ambiental

Por Mariana Brasil, Folhapress

27/01/2025 às 18:06

Atualizado em 27/01/2025 às 18:06

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

Ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara

O Ministério dos Povos Indígenas firmou uma parceria com a empresa de soluções ambientais Ambipar, para fazer ações de prevenção de desastres e recuperação.

O acordo foi alvo de notícias falsas que mencionavam que haveria transferência da gestão de territórios indígenas para o setor privado, o que levou a pasta do governo Lula a publicar uma nota esclarecendo a natureza da parceria.

O documento assinado pelo ministério e pela Ambipar estabelece um compromisso preliminar sem transferência de verba ou de responsabilidade do poder público. Esse modelo de parceria costuma ser utilizado na gestão pública.

Segundo a pasta, o acordo faz parte de um objetivo do ministério de ampliar diálogos com diferentes setores da sociedade civil voltados para a proteção dos direitos dos povos indígenas.

As ações previstas no acordo incluem projetos de conservação e recuperação ambiental, reflorestamento de áreas desmatadas, gestão, destinação e disposição de resíduos sólidos, suporte técnico para prevenção e respostas a eventos extremos e desastres como incêndios e enchentes, entre outras.

O protocolo em questão tem como foco compromissos e iniciativas, com serviços e tecnologias que só serão utilizados se estiverem previstos nos Planos de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PGTAs) e tiverem o consentimento dos povos de cada território, respeitando a consulta livre, prévia e informada.

A pasta chefiada por Sonia Guajajara diz também que a movimentação segue o previsto em acordos internacionais, como a Declaração Internacional dos Direitos dos Povos Indígenas.

Diante das notícias falsas de que o acordo envolveria a transferência da gestão de territórios indígenas, o ministério se manifestou.

"MPI condena o compartilhamento e disseminação de notícias falsas que em nada contribuem com o trabalho realizado para garantir os direitos dos povos indígenas. Reforça, ainda, que um de seus papéis é o fortalecimento do direito à autodeterminação dos povos, não compactuando com a lógica tutelar do Estado, que foi superada com a promulgação da Constituição de 1988", diz.

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