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Debate na Ufba relembra Tabuleiros Digitais e discute inclusão sociodigital no Brasil

Debate na Ufba relembra Tabuleiros Digitais e discute inclusão sociodigital no Brasil

Por Redação

20/01/2025 às 08:13

Atualizado em 20/01/2025 às 08:13

Foto: Divulgação/Arquivo

Debate na Ufba relembra Tabuleiros Digitais e discute inclusão sociodigital no Brasil

Em 23 de janeiro de 2004 instalava-se na Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) um projeto pioneiro denominado Tabuleiros Digitais. Inspirado na secular cultura das baianas de acarajé que se espalham pela cidade da Bahia, os tabuleiros espalharam-se pelos andares da FACED e depois pelo município de Irecê e também no bairro de Pirajá, em Salvador, numa parceira com o projeto Onda Digital do então Departamento de Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da UFBA. O projeto visava se constituir em um espaço aberto de acesso à relativamente recente internet e passou a ser uma importante ação de inclusão sociodigital.

Para debater sobre aquele projeto e os desafios atuais da inclusão sociodigital no país, acontecerá no próximo dia 23, às 10 horas, na Faculdade de Educação da UFBA o debate “Os Tabuleiros Digitais e o ainda atual desafio da inclusão sociodigital no Brasil”. Estarão presentes a jornalista Lia Ribeiro, doutoranda e à época editora da Revista ARede, que premiou o projeto com destaque na categoria Inclusão Digital, a jornalista e pesquisadora Maria da Graça Pinto, professora titular da UFRN e pesquisadora do campo Mídia e Educação, e a professora Maria Helena Bonilla, professora da FACED e vice líder do GEC, coordenadora dos Tabuleiros Digitais juntamente com o idealizador do projeto, professor Nelson Pretto, que coordenará o bate papo.

A professora titular da Faculdade de Educação da UFBA, Maria Roseli de Sá, acompanhou o projeto à época e destaca a importância dos Tabuleiros: “Esse foi um projeto tão marcante! Era uma emoção ver os filhos de servidores terceirizados usando os Tabuleiros e a Faced naquele burburinho, acolhendo transeuntes casuais ou usuários assíduos como um famoso morador de rua que virou matéria de jornal.” Roseli coordenou um projeto da FACED para a formação de professores no município de Irecê naquele período e relembra da implantação dos Tabuleiros naquela cidade, “que nos deixaram muitas histórias para contar, da chegada dos estudantes da rede, com os rostos em lágrimas para acessar a internet...”. Ela, emocionada, se questiona “romantização? ou um reconhecimento de que é possível fazer Educações, com pequenos e criativos projetos?”.

Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios 2024 realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), apenas 68% dos lares da população de baixa renda possuem acesso a internet. O Brasil, tem 29 milhões de brasileiros que não são usuários de internet, em sua maioria negros e de renda mais baixa, aponta a referida pesquisa.

Esses são alguns dos aspectos que segundo Nelson Pretto serão debatidos no encontro da quinta feira que ocorrerá justamente onde estavam instalados os Tabuleiros Digitais que, segundo ele, “lamentavelmente não mais existem por falta de patrocínio e apoio institucional”.

O evento é aberto ao público, sem necessidade de inscrição.

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