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Assinatura de contrato da 'Rodovia da Morte' vira ato de críticas a governadores de oposição

Assinatura de contrato da 'Rodovia da Morte' vira ato de críticas a governadores de oposição

Por Marianna Holanda e André Borges, Folhapress

22/01/2025 às 14:03

Atualizado em 22/01/2025 às 14:03

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (22) contrato de concessão da rodovia BR-381, depois de anos de tentativas mal sucedidas de acordo com o setor privado para a chamada "Rodovia da Morte". A estrada começa no Espírito Santo e termina em São Paulo, cruzando Minas Gerais.

A cerimônia no Palácio do Planalto tornou-se um ato de críticas a governadores de oposição, mas sobretudo a Romeu Zema (Minas Gerais), que não participou do evento. Zema integra o partido Novo e busca uma candidatura à presidência em 2026. Também foram criticados Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

Não apenas a ausência do mineiro foi criticada pelas autoridades, como também o mais recente ataque do mineiro ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados). Lula chegou a se comparar a Jesus Cristo para criticá-lo.

"Esse acordo da dívida de Minas Gerais, o governo deveria vir aqui trazer um troféu. [Por ser o] Primeiro presidente da República que ele tem conhecimento que nunca vetou absolutamente nada de nenhum governador, de nenhum prefeito por ser contra ou por ser oposição", disse Lula.

"O que nós fizemos para os estados que não pagavam a dívida talvez só Jesus Cristo fizesse, se ele concorresse à presidência da República desse país", completou.

Procurada, a assessoria de Zema disse que o governador teve evento de inauguração do Samu Aéreo em Juiz de Fora (MG) e uma reunião com prefeitos que estava agendada há mais tempo.

Lula também criticou o governo do seu antecessor e pediu as obras feitas em sua gestão sejam comparadas às do seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). "Única área que vamos perder feio [para Bolsonaro] é a da leviandade e mentira, porque aprendi com mãe analfabeta a não mentir, respeitar os outros", disse.

Já o ministro Renan Filho (Transportes) disse que Romeu Zema prioriza a política ao interesse do cidadão mineiro, ao não participar da cerimônia no Planalto.

"Vi governador de Minas muitas vezes cobrando investimentos no governo passado e neste, mas não o vejo na hora de dizer 'cobrei justamente para estarmos aqui nesse momento'. Parece que cobrança é mais política e menos pela obra. Isso apequena o gestor público", disse.

"[O gestor] Só não pode priorizar política contra interesse do cidadão, e é isso que governo de Minas faz ao não estar presente quando está sendo dada a solução ampla geral e irrestrita para a Rodovia da Morte", completou.

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