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Passado contraditório de Geraldo Jr. e disputa pelo apoio de Lula dão o tom de bloco mais animado do debate da TV Bahia

Passado contraditório de Geraldo Jr. e disputa pelo apoio de Lula dão o tom de bloco mais animado do debate da TV Bahia

Por Política Livre

03/10/2024 às 23:31

Atualizado em 03/10/2024 às 23:31

Foto: Reprodução

Geraldo Jr. teve passado questionado em debate

No último e mais animado bloco do debate da TV Bahia entre os candidatos a prefeito de Salvador, realizado na noite desta quinta-feira (03), Kleber Rosa (PSOL) apontou as contradições da trajetória política de Geraldo Júnior (MDB). Os dois também retomaram o confronto pelo apoio do presidente Lula (PT).

Kleber iniciou o bloco afirmando que era impossível esquecer o passado de Geraldo Júnior, que, até a eleição de 2022, era aliado do prefeito Bruno Reis (MDB) e eleitor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Geraldo sustentou a política carlista que comanda a cidade há 12 anos, e é difícil ter legitimidade para fazer as críticas. Tenho que lembrar isso. Mas você tem a esquerda de verdade aqui, que tem projetos para a cidade", afirmou o concorrente do PSOL.

"O passado caminha comigo na minha pele, no meu cabelo, nas condições miseráveis do meu povo que vive na cidade. Não posso esquecer o passado. Estou nas lutas populares. Sempre estive ao lado do presidente Lula. O passado não pode ser esquecido onde se busca a coerência e as razões para planejar o futuro", acrescentou Kleber.

Geraldo Júnior disse que tomou a decisão acertada, em 2022, de mudar de lado político. "Não tenho compromisso com erros, mas com as pessoas. Ganhamos em 2022 e vamos ganhar em 2024", declarou, evitando sempre prolongar o confronto direto com Kleber.

O emedebista chegou a dizer, pela segunda vez no debate, que Lula telefonou a ele antes do começo do programa para dizer que "é 15 em Salvador". Buscando reforçar o discurso de que tem o apoio do PT e do presidente, afirmou ainda, também pela segunda vez, que o ministro da Casa Civil, o petista Rui Costa, ligou para desejar sorte e anunciar obras na capital. Rui sequer participou presencialmente da campanha na capital, priorizando o interior.

Na mesma estratégia, que pareceu artificial, bem ao velho estilo "lero, lero" do emedebista, Geraldo Júnior também agradeceu à visita, esta semana, da presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), que não participou de qualquer ato público com o candidato do MDB - ela priorizou agendas com postulantes petistas em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari e Lauro de Freitas. "O senador Jaques Wagner (PT) que me trouxe aqui hoje no debate", também disse Geraldo.

Nas conclusões finais, Kleber disse que já ocupa hoje a segunda colocação na disputa pela Prefeitura de Salvador. Afirmou, ainda, que vai para o segundo turno e terá, presencialmente, o apoio de Lula na campanha. "Estamos crescendo a cada dia e ganhando até o apoio de outros partidos que nem fazem parte da nossa coligação, absorvendo a verdadeira esquerda, que tem compromisso com a história e não esquece o passado", provocou.

Geraldo Júnior, por sua vez, usou o tempo das conclusões finais para tentar demonstrar o elo com Lula e o PT. Encerrou o debate com a frase que repetiu dezenas de vezes: "Lula é 15 em Salvador".

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