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Gleisi cobra, após eleição municipal, apoio de partidos da base para candidatura de Lula em 2026

Gleisi cobra, após eleição municipal, apoio de partidos da base para candidatura de Lula em 2026

Por Catia Seabra/Folhapress

28/10/2024 às 06:47

Atualizado em 28/10/2024 às 06:47

Foto: Zeca Ribeiro/Arquivo/Agência Câmara

Gleisi Hoffmann, presidente do PT

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), disse esperar que as vitórias dos partidos aliados que o governo federal tem contabilizado como suas sejam convertidas em apoio para o presidente Lula em 2026.

A declaração de Gleisi embute a expectativa de que a vitória de partidos com assento no governo engorde a base governista. Lembrando que PT só lançou candidatos em 13 capitais em prol de uma política de alianças, Gleisi diz esperar que o resultado eleitoral se reverta na ampliação do apoio a Lula.

"Espero que a vitória dos partidos que compõem a base, que está sendo computada como vitória do governo, possa se traduzir em apoio em 2026, para além do que já havia em 2022", disse Gleisi.

Ao avaliar o resultado eleitoral, Gleisi disse que o partido enfrentou eleições difíceis. A presidente do PT celebrou as vitórias do segundo turno, em especial a eleição do prefeito de Fortaleza.

Mais uma vez, a petista destacou o crescimento do partido em comparação a quatro anos atrás. Ela lembrou ainda que, em nome da governabilidade, o partido optou por apoiar candidaturas de aliados em 88 municípios com mais de 100 mil eleitores.

Gleisi elogiou o empenho do candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, e da candidata do PT em Natal, Natália Bonavides. Ela ressaltou o bom desempenho dos candidatos petistas, ainda que derrotados.

Em um vídeo destinado à militância, disse que, mais uma vez, o partido enfrentou máquinas poderosas. "Enfrentamos a compra de votos pelos nossos adversários, algo que voltou a acontecer no Brasil impunemente", disse ela.

Nesta segunda-feira, o comando do PT se reunirá para avaliação do resultado do partido. Vice-presidente da sigla, o deputado federal Washington Quaquá publicou nas redes um texto cujo título é "o PT precisa parar de errar!".

Além de uma crítica à escolha de Boulos como a crônica de uma morte anunciada, Quaquá reclamou do governo Lula nas eleições.

"E o governo federal também não atuou coordenado e apoiando sua base. Age como se não tivesse responsabilidade com as eleições e a luta política real no território", publicou.

Recém-eleito prefeito de Maricá (RJ), Quaquá apontou outros nomes para a disputa, incluindo o de Ana Estela Haddad "que nunca disputou eleição, mas poderia dialogar com uma ala mais conservadora nas periferias e classe média".

Ele citou vitórias do PT, como a de Fortaleza, "com candidatura para além da esquerda, com pautas econômicas e sociais e não comportamentais". "O PT precisa rever suas pautas e suas prioridades urgentemente".

O partido se reunirá em dezembro para discutir o calendário de eleição do novo comando partidário. Com as derrotas em São Paulo, há quem proponha a escolha de um nordestino para a presidência do partido. Mas o favorito de Lula é o prefeito de Araraquara, Edinho Silva. A eleição municipal precipitou essa disputa.

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