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'Ata do Copom deixa bem claro que nós estamos dependentes de dados', reforça Galípolo

'Ata do Copom deixa bem claro que nós estamos dependentes de dados', reforça Galípolo

Por Aline Reskalla, Estadão Conteúdo

19/08/2024 às 14:05

Atualizado em 19/08/2024 às 14:05

Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo

Diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou nesta segunda-feira, 19, que a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deixou claro que a cúpula da instituição está dependente de novas informações econômica para tomar sua decisão sobre o rumo da Selic. O próximo encontro é em setembro.

"A ata do Copom deixa bem claro que nós estamos dependentes de dados. Existe um rol de dados que vão ser publicados daqui até lá. E nós estamos indo para a próxima reunião com as alternativas abertas", afirmou o diretor, em participação em evento em Belo Horizonte.

Galípolo voltou a dizer que o grupo passa por um cenário nos últimos 120 dias de mudança de um ciclo de corte para outras alternativas, sobre as quais comentou anteriormente e que inclui até mesmo a possibilidade de alta dos juros.

"Eu acho que hoje está colocada a possibilidade, mas eu acho que é bastante importante a gente reafirmar: Nós estamos com quatro semanas para a próxima reunião do Copom. Existem uma série de variáveis para serem feitas, para serem observadas. E eu não quero passar ideia aqui que, de alguma maneira, a minha comunicação destoa do que foi escrito na ata do Copom", enfatizou o diretor do BC.

Ele disse que seria um equívoco tentar antecipar o que Copom vai fazer a partir de uma variável. E que o BC sempre está em posição de não tomar risco, de não ser pego de surpresa. "Tivemos mudanças de cenário muito abruptas. O cenário está aberto para a próxima reunião. Vamos observar IPCA, IPCA-15, Caged, Pnad, PIB, lá fora, a própria fala do presidente do Federal Reserve."

Ainda, ele comentou que alterações recentes nos cenários econômicos global e nacional levaram a uma mudança de perspectiva para a taxa de juros nos próximos meses. Citou a postergação do início do ciclo de baixa dos juros nos Estados Unidos, a perspectiva de piora para a inflação no Brasil e a melhora dos indicadores de crescimento do PIB. "Essa piora por si só já gera um incômodo bastante significativo para o Banco Central", disse.

Mencionou também a "redução marginal" nas projeções do mercado para o IPCA 2025, nesta segunda-feira na pesquisa Focus do Banco Central.

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