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Presidida por Ireuda Silva, Comissão da Mulher repudia 'ataques machistas' de vereador: 'Passa pano para agressor'

Presidida por Ireuda Silva, Comissão da Mulher repudia 'ataques machistas' de vereador: 'Passa pano para agressor'

Por Redação

19/06/2024 às 17:00

Atualizado em 19/06/2024 às 17:37

Foto: Antônio Queirós/CMS

Vereadoras da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara de Salvador, na figura da presidente, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), repudiou as falas de teor machista do vereador Átila do Congo, em sessão na tarde desta quarta-feira (19). Na ocasião, o Átila chamou a colega Laina Crisóstomo de vitimista após ela chorar por ter tido a fala interrompida pelo vereador Paulo Magalhães Jr.

Átila disse ainda que não existe machismo na Câmara e que os homens estão sendo "demonizados". "Tudo é agressão. [...] Isso é um alerta para que nós, homens, comecemos a abrir os olhos. Porque eu estou vendo muitas cobranças, nos demonizando, enquanto isso estão encarcerando pais de famílias inocentes por motivo torpe e sem direito de defesa ao contraditório”, disse.

E determinado momento, a sessão foi presidida pelas vereadoras da Comissão, exceto quanto a Cátia Rodrigues, que até o momento não se posicionou. A ausência e o silêncio da edil, que é vice-presidente do colegiado, foram questionados nos bastidores da Câmara nesta tarde.

Para Ireuda, a postura de Átila é típica de homens machistas, que se incomodam com a conquistas das mulheres. "A fala do vereador Átila do Congo, que passa pano para agressor, é carregada de uma série de absurdos tão desmedidos que me fazem pensar sobre o real motivo por trás dela. Imagino que ele tenha tentado atrair para si holofotes e aplausos dos machistas de plantão e, pior, de certos homens que se dizem pais de família, mas nada mais são verdadeiros algozes de esposas e filhos. Autores dos mais sórdidos tipos de violência, seja física, psicológica, patrimonial, emocional", diz Ireuda.

Para a republicana, porém, a atitude do vereador foi um tiro no pé, pois "a sociedade não aceita nem apoia homem que bate em mulher". "A fala do ilustríssimo vereador, que ironicamente é de uma sigla chamada Partido da Mulher Brasileira, não condiz com a importância de seu cargo. Pergunto: quem são esses inocentes pais de família encarcerados injustamente? Pelo que sei, um dos maiores entraves na luta contra a violência doméstica é a flagrante impunidade, apoiada por homens de toga que põem na rua espancadores, estupradores e feminicidas, alimentando um ciclo de violência e tragédias. Em que mundo o vereador vive? Desconhece a realidade, os índices alarmantes de violência doméstica e feminicídio? Ou para ele isso é irrelevante, é 'vitimismo'? Nem que ele fosse mulher teria o direito de proferir tamanhos absurdos", diz Ireuda.

Além de Laina, a própria republicana e a vereadora Marcelle Moraes foram alvos de ataques, sendo chamadas de "mentirosas". "Todo o meu apoio às minhas colegas, vítimas de violência política e moral. Estaremos juntas para buscar tomar todas as providências cabíveis, para que isso não se repita. Nosso espaço no Legislativo, duramente conquistado e concedido pelo povo, é sagrado e tão legítimo como qualquer outro. Não podemos aceitar qualquer tentativa de deslegitimá-lo", acrescenta Ireuda.

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