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Pleno do TJ-BA adia análise de PAD contra juiz que criou grupo de WhatsApp e teria ofendido advogada
Pleno do TJ-BA adia análise de PAD contra juiz que criou grupo de WhatsApp e teria ofendido advogada
Por Política Livre
20/06/2024 às 09:02
Atualizado em 20/06/2024 às 09:03
Foto: Divulgação

O Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu adiar, em sessão nesta quarta-feira (19), a análise da sindicância aberta pela Corregedoria-Geral de Justiça opinando pela instauração de processo administrativo disciplinar (PAD), sem afastamento do cargo, contra o juiz Leonardo Santos Vieira Coelho, titular da 1ª Vara Cível de Teixeira de Freitas, acusado de conduta irregular ao criar grupo de WhatsApp com mais de 300 advogados da região e na plataforma divulgar documentos processuais, incluindo um despacho que tornou pública a sua opinião sobre um processo ainda em curso.
Além da acusação, que recebeu vistas da análise por parte do desembargador Marcelo Silva Brito, o juiz teria ofendido uma advogada ao dizer no despacho que ela seria incapaz de entender a expressão simples do vernáculo e que apresentava incompreensão da realidade. “Com o objetivo de expor ao ridículo, na minha opinião”, disse.
A defesa do juiz pediu o arquivamento da sindicância e afirmou que o magistrado apenas “criou uma extensão digital do seu gabinete” para facilitar a comunicação com os advogados. O grupo, segundo a defesa, era aberto apenas para profissionais da advocacia que atuavam na comarca e foi criado também devido ao período de pandemia da Covid-19. “Essa forma de agir naquela comarca foi, inclusive, motivo de mérito, destaque em matéria de jornal”, disse a defesa.
