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“Dá pra ser diferente”? Slogan de Geraldo Jr. replica mote da primeira campanha de ACM Neto a prefeito de Salvador
“Dá pra ser diferente”? Slogan de Geraldo Jr. replica mote da primeira campanha de ACM Neto a prefeito de Salvador
Por Política Livre
14/06/2024 às 08:57
Atualizado em 14/06/2024 às 13:55
Foto: Arquivo Política Livre

Dezesseis anos depois, o slogan que embalou a primeira campanha de ACM Neto à Prefeitura de Salvador parece ter se mantido vivo na memória de Geraldo Júnior (MDB), vice-governador e pré-candidato a prefeito de Salvador.
É de lá que vem a inspiração para o bordão que dá o tom da cruzada do emedebista contra a reeleição do prefeito Bruno Reis (União Brasil), de quem Geraldo era aliado até pouco tempo atrás.

Slogan de Geraldo em peça de campanha
Em 2008, a equipe de Neto apostou em “É possível fazer diferente”, quando o cenário apontava o então prefeito João Henrique com a gestão mal avaliada.
“É possível fazer diferente, é possível fazer muito mais. É possível fazer pela gente, é possível mostrar que é capaz”, dizia parte do jingle.
Na adaptação de 2024, Geraldo Júnior tenta repetir a dose com “Dá pra ser diferente”, mas esbarra numa administração municipal bem avaliada, que alcançou 74,1% de aprovação, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado no último dia 4, encomendado pelo Bahia Notícias, TV Aratu e Salvador FM.

Slogan de Neto quando disputou a prefeitura pela primeira vez
“Dá pra ser diferente, com Geraldo é Salvador pra toda gente”, dizia o trecho da música tocada no lançamento da chapa do emedebista com a vice Fabya Reis, do PT, na Arena Fonte Nova, na última quinta-feira (6).
Como mostrou este Política Livre, a campanha de Geraldo também evitou usar vermelho na identidade visual das peças. A paleta de cores foi dominada pela combinação azul e laranja, cores encontradas com maior recorrência em partidos de centro-direita, como União Brasil, legenda de ACM Neto e Bruno Reis, e o Novo, que endossa a reeleição de Reis em Salvador.
Durante o evento na Fonte Nova, um aliado de Geraldo chegou a comentar sobre a abundância de laranja nas peças e até no tecido da cenografia. “Vai ter o apoio do Novo?”, brincou.
Os marqueteiros também não fizeram menção ao “time de Lula”, num recuo à tese de nacionalizar a disputa eleitoral municipal, que vinha sendo a principal argumentação do vice-governador.
Principal padrinho da pré-candidatura de Geraldo, o senador Jaques Wagner (PT) evitou garantir que o presidente Lula participará da campanha em Salvador.
“Ele vai estar ligado na campanha, mas (a presença física) vai depender da agenda dele. Ele não vai parar de governar o Brasil para as campanhas. Tomara que ele possa vir aqui”, disse Wagner à imprensa antes de subir ao palanque na Fonte Nova.
