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PT e PL descartam recorrer de decisão do TSE que livrou Moro de cassação

PT e PL descartam recorrer de decisão do TSE que livrou Moro de cassação

Por Renata Galf, Folhapress

23/05/2024 às 14:02

Atualizado em 23/05/2024 às 14:02

Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR)

Autores das ações que buscavam cassar o mandado do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), o PT e o PL descartam recorrer da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que rejeitou por unanimidade as alegações das siglas.

A decisão da corte contou com o apoio do ministro Alexandre de Moraes e terminou em 7 a 0.

Luiz Eduardo Peccinin, advogado do PT no processo, disse à Folha, nesta quinta-feira (23), que o partido não irá recorrer.

A Folha apurou que o PL também decidiu não apresentar recurso da decisão.

Em entrevista à CNN, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também descartou recurso. "Fizemos a nossa parte, se a Justiça entendeu assim, está liquidado", disse.

O caso foi parar no TSE após recursos dos partidos frente à absolvição do senador no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná. Os partidos pediam a sua cassação sob alegação de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e caixa dois nas eleições de 2022.

Nesta quarta-feira (22), um dia depois do julgamento, a absolvição de Moro foi comemorada pela oposição do Senado em um encontro rápido com refrigerante e salgadinhos. Durante a reunião, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que a ação do PL foi um "erro político" e uma "aberração jurídica".

"Publicamente externei isso, que era um erro jurídico, uma aberração, essas ações. Sem fundamento. E também um erro político porque, na atual conjuntura que nós estamos no Brasil, nós temos que ter do nosso lado, independente de filiação partidária, aqueles que têm alguma identidade programática e que têm um adversário comum. Que é o que nós aqui temos em comum, que é o atual governo do PT."

Apesar de um dos pedidos de cassação ter sido apresentado pelo PL, partido de Bolsonaro, em entrevista sobre o resultado do julgamento, o senador agradeceu ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à bancada do PL no Senado por pedirem ao diretório do Paraná que desistisse de levar o caso ao TSE após a absolvição no Paraná.

"Infelizmente as lideranças locais do PL do Paraná, notadamente Paulo Martins e Fernando Jacobo, não acolheram esse pedido do presidente Bolsonaro e da bancada do PL", disse.

"Faz um bom tempo que não falo com o presidente Bolsonaro, mas agradeço esse gesto que ele tomou publicamente nesses últimos tempos."

A cassação do ex-juiz foi negada no TSE pelo relator, Floriano de Azevedo, cujo voto foi acompanhado pelos demais: André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques, Raul Araújo, Isabel Gallotti e Moraes.

O julgamento iniciou a menos de três semanas da saída de Moraes da corte, comandada por ele desde 2022. Em 3 de junho, o ministro encerra sua participação como integrante do TSE —Cármen Lúcia será sua sucessora na presidência.

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