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Opinião - O movimento de Kleber e do PSOL para unir as esquerdas na Bahia e em Salvador
Opinião - O movimento de Kleber e do PSOL para unir as esquerdas na Bahia e em Salvador
Por Política Livre
21/05/2024 às 12:43
Atualizado em 21/05/2024 às 12:43
Foto: Divulgação/Arquivo

Depois de o PSOL oficializar uma aliança com o deputado federal Zé Neto à Prefeitura de Feira de Santana nesta segunda-feira (20), o candidato do partido à sucessão em Salvador, Kleber Rosa, defendeu hoje (21) o apoio da sigla à campanha do ex-secretário estadual Luiz Caetano (Relações Institucionais) em Camaçari.
Previsto para acontecer em outros municípios, o movimento é mais do que uma aproximação natural entre legendas que atuam no mesmo campo ideológico ou cujas origens estão entrelaçadas e, por este motivo, procuram simplesmente unir forças em momentos eleitorais. Por trás do gesto, há, naturalmente, uma estratégica política.
O que se assiste, na verdade, é a um verdadeiro namoro do PSOL e de seu candidato em Salvador com o PT, partido que elegeu seu terceiro quadro seguido ao governo da Bahia, em 2022, completando, neste momento, 18 anos de hegemonia política no Estado. Com a ofensiva, os dois fazem uma delimitação política importante.
Legitimamente, aproveitam-se do fato de que o candidato oficialmente escolhido pelo governo para representá-lo em Salvador tem origem na centro-direita para dizer que não os representa nem ao conjunto dos partidos esquerdistas, especialmente na capital baiana. É claro que Kleber sabe que pode não ter o apoio formal das esquerdas.
Mas não parece ser este seu objetivo. Por enquanto, busca chamar a atenção da militância e do eleitorado que se encontra em seu campo político para firmar posição como seu efetivo representante. Como esta é a mais literal verdade e não tem quem o impeça de se movimentar, nada impede que saia muito bem sucedido da empreitada.
