Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
DC e Republicanos são partidos que mais crescem na Câmara Municipal de Salvador durante janela partidária; confira como ficam as bancadas
DC e Republicanos são partidos que mais crescem na Câmara Municipal de Salvador durante janela partidária; confira como ficam as bancadas
Por Política Livre
08/04/2024 às 16:28
Atualizado em 08/04/2024 às 16:46
Foto: Antônio Queirós / CMS

O DC e o Republicanos foram as legendas que mais cresceram na Câmara Municipal de Salvador durante a janela partidária, o período fixado pela Justiça Eleitoral para o troca-troca de partido, que terminou na última sexta-feira (05). O primeiro, que estava sem representantes no Legislativo, agora tem quatro vereadores, enquanto o segundo saltou de três para cinco edis, virando, inclusive, a segunda maior bancada da base do prefeito Bruno Reis, atrás do União Brasil.
A bancada do DC, agora com o mesmo número de representantes do PSDB, do PP, do PDT e do PT, passou a ser formada pelos vereadores Ricardo Almeida, apontado como o "puxador de votos" da legenda, e Toinho Carolino - eles saíram do Podemos; Marcelo Maia, que deixou o PMN; e Sabá, que migrou do PP para retornar à sigla pela qual foi eleito em 2020. Já o Republicanos filiou os vereadores Alfredo Mangueira, ex-MDB, e Leandro Guerrilha, ex-PP. Os dois se juntam a Luiz Carlos, Ireuda Silva e Júlio Santos.
Mangueira, inclusive, estava disposto a se aposentar da política, mas se filiou ao Republicanos e vai tentar a reeleição a pedido do prefeito. Embora estivesse no MDB, partido do vice-governador Geraldo Júnior, pré-candidato ao Palácio Thomé de Souza, o edil sempre se manteve aliado de Bruno Reis. Coube ao prefeito também convencer Leandro Guerrilha a ingressar no Republicanos - ele desejava ir para o PDT.
Com essas movimentações coordenadas pelo chefe do Executivo municipal, o Republicanos, cujos dirigentes estavam preocupados com a chapa proporcional, se fortalece e pode eleger até quatro vereadores. Quem também ingressou na sigla foi suplente e ex-vereador Beca, que era do União Brasil. O partido perdeu para o União Brasil, no entanto, Alberto Braga, que volta para a suplência após o retorno à Câmara do vereador Luiz Carlos (Republicanos), que deixou a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas para retomar o mandato e disputar a reeleição.
Podemos e PP
O Podemos e o PP foram os partidos que mais perderam representantes na Câmara Municipal. O primeiro tinha três representantes, e passou a ter apenas um, enquanto o segundo caiu de seis para quatro.
A redução no Podemos se deve principalmente à decisão dos vereadores de não acompanharem o movimento da sigla de deixar a base de Bruno Reis e migrar para a oposição - a legenda vai apoiar o vice-governador Geraldo Júnior (MDB). Com isso, saíram Ricardo Almeida, Toinho Carolino e Sidninho, que foi para o PP depois de um longo périplo tentando ingressar no PSDB.
Quem entrou no Podemos, presidido em Salvador por João Cláudio Bacelar, filho do deputado federal Bacelar (PV) e que será candidato a vereador, foi Randerson Leal. O edil deixou o PDT. Ele vai apoiar Geraldo Júnior, daí a mudança, uma vez que os pedetistas estão na base de Bruno Reis.
Já o PP "perdeu" os vereadores Leandro Guerrilha, Sabá e Roberta Caíres - esta foi para o PDT. Então, a bancada pepista, que já foi a segunda maior da Prefeitura, ficou agora, além de Sidninho, com os vereadores Maurício Trindade, Sandro Bahiense e George Gordinho da Favela.
PDT, PRD e PMB
O PDT, que segue na base de Bruno Reis, filiou as vereadores Débora Santana, que estava no Avante, e Roberta Caíres, ex-PP. A sigla manteve ainda o vereador Anderson Ninho, que estava cotado para deixar a legenda. Quem saiu foi Randerson Leal, que migrou para o Podemos. O partido terá ainda como candidatos a vereador o ex-presidente da Limpurb, Omar Gordilho, o ex-diretor da Codecon, Zilton Netto, e a ex-vereadora Léo Kret, entre outros quadros.
Já o PRD, partido que surgiu da fusão entre o PTB e o Patriota e também integra o bloco de sustentação do prefeito na Câmara, manteve o vereador José Antônio e recebeu o vereador Fábio Souza, que saiu do Solidariedade, sigla da base de Geraldo Júnior. O "puxador de votos" do PRD, no entanto, deve ser pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Kênio Rezende.
O PMB, que não tinha representantes na Câmara, "abrigou" o vereador Átila do Congo, que assumiu a presidência estadual da legenda e antes estava no PRD. O PMB, por sinal, é a única sigla da base de Bruno Reis com representantes na Câmara que ficou com um único vereador candidato à reeleição, o que não agradou a maioria dos edis governistas.
Inalterados e sem representantes
No total, 14 vereadores mudaram de partido. Com o fechamento da janela partidária, o PMN, o Solidariedade, o Avante e o Cidadania deixaram de ter representação na Câmara Municipal de Salvador. Além disso, não houve alteração no número de vereadores da base do governo municipal (32) e nem da oposição (11).
União Brasil, PSDB, PT, PCdoB, PV, PL, PSB e Psol não perderam e nem ganharam vereadores. Antes do fechamento da janela, havia a expectativa, por exemplo, de que o PL perdesse os dois vereadores - Alexandre Aleluia e Isnard Araújo -, o que acabou não acontecendo. Além disso, o vereador André Fraga, mesmo sendo da base de Bruno Reis, optou por permanecer no PV, apesar dos apelos do prefeito para que saísse.
