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Apetite do casal Moro só não é maior que seu cinismo, diz Prerrogativas após Rosângela transferir título

Apetite do casal Moro só não é maior que seu cinismo, diz Prerrogativas após Rosângela transferir título

Por Mônica Bergamo/Folhapress

08/03/2024 às 08:03

Atualizado em 08/03/2024 às 08:03

Foto: Divulgação

Sergio e Rosângela Moro

O grupo Prerrogativas, composto por juristas, advogados, defensores e professores da área do direito, afirma que tomará providências contra a deputada federal Rosângela Moro (União Brasil-PR), que transferiu o seu título eleitoral de volta para o Paraná depois de ser eleita pelo estado de São Paulo.

A mudança foi revelada pela coluna nesta quinta-feira (7) e representa uma reviravolta no cenário político do Paraná e até mesmo do Brasil. Agora, Rosângela é uma alternativa concreta de candidatura ao Senado caso o marido, o hoje senador Sergio Moro (União-PR), seja cassado pela Justiça Eleitoral.

Em nota, o Prerrogativas afirma que desde as eleições de 2022 tem tentado mostrar que a parlamentar teria cometido estelionato eleitoral ao se candidatar por um estado com o qual jamais teve qualquer relação de afeto ou de intimidade. E diz ver uma "grande contradição" em suas decisões.

"O apetite e o apego que o casal Moro tem pelo poder só não é maior do que o cinismo e do que a hipocrisia com que ambos vem atuando na vida pública", afirma o grupo, que é coordenado pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho.

"O registro de sua candidatura deveria ter sido cassado, o que pouparia seus eleitores deste enorme constrangimento. Tomaremos providências", diz ainda.

Partidários do casal afirmam que Rosângela Moro transferiu o título para o Paraná por questões logísticas, já que o marido se elegeu pelo estado e mantém domicílio em Curitiba. Dizem também ter certeza de que Moro não será cassado, e que portanto ela não será candidata para substituí-lo.

O julgamento de Moro está marcado para o dia 1º de abril no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O ex-juiz é alvo de duas ações, do PL de Jair Bolsonaro e da Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PC do B e PV, legendas da base do governo Lula.

Os partidos o acusam de abuso de poder econômico, caixa dois e utilização indevida dos meios de comunicação social na pré-campanha de 2022. Ele nega as acusações.

Leia, abaixo, a íntegra da nota do grupo Prerrogativas:

"A notícia é verdadeiramente escandalosa.

O apetite e o apego que o casal Moro tem pelo poder só não é maior do que o cinismo e do que a hipocrisia com que ambos vem atuando na vida pública.

Desde o início, o grupo Prerrogativas procurou comprovar que a senhora Rosângela Moro havia cometido um estelionato eleitoral ao se candidatar por um estado com o qual jamais teve qualquer relação de afeto ou de intimidade.

O registro de sua candidatura deveria ter sido cassado, o que pouparia seus eleitores deste enorme constrangimento. Tomaremos providências.

Isso precisa ser corrigido na legislação. Ninguém deveria poder representar um estado e ter domicílio em outro. É uma grande contradição."

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