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Nunes estuda ir ao ato de Bolsonaro com Tarcísio para amenizar efeito da presença
Nunes estuda ir ao ato de Bolsonaro com Tarcísio para amenizar efeito da presença
Por Fábio Zanini e Guilherme Seto, Folhapress
15/02/2024 às 17:00
Atualizado em 15/02/2024 às 18:18
Foto: Beto Barata/Divulgação/PL

Em meio ao dilema sobre participar ou não de ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), estuda chegar acompanhado de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
A avaliação é a de que com isso ele conseguiria dividir com o governador o peso da decisão de aderir à manifestação. Tarcísio já declarou que fará parte do protesto.
O ex-presidente é alvo de investigação da Polícia Federal por participação em suposta trama golpista para mantê-lo na Presidência. Bolsonaro marcou o ato para 25 de fevereiro, na avenida Paulista, e afirmou que pretende se defender das acusações que lhe tem sido imputadas.
Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, ele poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.
Nunes disse a pessoas próximas que a tendência hoje é a de participar do ato, ainda que não tenha batido o martelo.
O emedebista teme que Bolsonaro enxergue eventual ausência como traição, retire o apoio à sua reeleição e lance um concorrente que possa prejudicá-lo.
Os aliados que tentam dissuadir o prefeito afirmam que sua presença pode estreitar a vinculação da imagem de Nunes à do ex-presidente, dificultando a estratégia de apoio distanciado que o prefeito tenta estabelecer.
Além disso, sua participação pode ser vista como endosso aos crimes que têm sido atribuídos ao ex-presidente. Por fim, pode associá-lo a discursos antidemocráticos que sejam entoados por Bolsonaro ou algum outro participante do evento.
Aqueles que defendem que Nunes vá à manifestação afirmam que a associação do emedebista a Bolsonaro já tem sido feita pelos opositores. Dessa forma, a adesão ao ato não teria impacto significativo.
