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Hilton Coelho apresenta Projeto de Decreto Legislativo que susta Portaria 190 do governador Jerônimo

Hilton Coelho apresenta Projeto de Decreto Legislativo que susta Portaria 190 do governador Jerônimo

Por Redação

23/02/2024 às 16:25

Atualizado em 23/02/2024 às 16:25

Foto: Agência Alba/Arquivo

Deputado Hilton Coelho (PSOL)

A Portaria nº 190, de 27 de janeiro de 2024, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), que dispõe sobre a sistemática de avaliação para aprendizagem na Rede Estadual de Ensino, será sustada se a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), aprovar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que o deputado Hilton Coelho (PSOL) deu entrada na Casa. "Dentre outros malefícios, para o estudante, em vez de implicar em seu avanço formativo, a referida portaria coloca mais e mais conteúdo e, ao mesmo tempo, precariza o seu aprendizado, com o único objetivo de apresentar números falsamente positivos para a Educação Estadual", afirma o parlamentar que espera a aprovação de seu PDL.

Hilton Coelho também deu entrada junto ao Ministério Público da Bahia com uma representação solicitando a atuação do órgão "diante da evidente necessidade de impedir a violação do direito à educação dos estudantes da rede estadual. Não será com a precarização do padrão de qualidade do sistema educação que se esconderá os problemas atuais"..

"Todas as pessoas que defendem uma educação pública, gratuita e de qualidade quer uma escola acolhedora para atender os interesses dos estudantes. Durante as férias escolares e após a efetivação da matrícula estadual, foi publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia a Portaria n° 190 da SEC. Dentre outras coisas, fala sobre a Progressão Parcial do estudante, também conhecido como dependência, e traz inovação normativa no sentido de permitir a matrícula no ano/série seguinte aos estudantes que não conseguirem aprovação em até cinco componentes curriculares em cada uma das áreas do conhecimento ou eixos tecnológicos. Na sistemática anterior, estabelecida pela Portaria SEC nº 10216/2016 e seguintes, o número de componentes curriculares era limitado a três. Anualmente os estudantes são matriculados entre 12 e 16 componentes curriculares. A possibilidade de progressão parcial dos alunos, mesmo que não tenham obtido aprovação, em cinco disciplinas, implica na possibilidade de avanço de série, mesmo que haja reprovação em metades das componentes curriculares. Trata-se de uma forma de maquiar o alto índice de reprovação na rede estadual", afirma o parlamentar.

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