/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

Grupo de Bolsonaro tentou cooptar tropas do Exército para impedir posse de Lula, diz PF

Grupo de Bolsonaro tentou cooptar tropas do Exército para impedir posse de Lula, diz PF

Por Mônica Bergamo/Folhapress

08/02/2024 às 12:17

Atualizado em 08/02/2024 às 12:19

Foto: Tânia Rego/Arquivo/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro se disse vítima de perseguição

Auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares que orbitavam em seu entorno teriam tentado cooptar a unidade com "o maior contingente de tropas do Exército" para impedir a posse de Lula (PT) após as eleições de 2022 e interferir na atuação do Poder Judiciário, afirma a Polícia Federal (PF).

A conclusão é citada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na decisão que autorizou a deflagração, nesta quinta-feira (8), da Operação Tempus Veritatis.

Por meio dela, a PF apura a existência de uma suposta organização criminosa que teria atuado na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de Direito para manter Bolsonaro no poder.

De acordo com a investigação, foram realizadas reuniões com integrantes das Forças Armadas e civis que integravam o governo Bolsonaro para recrutar militares da ativa ou da reserva do Exército especialistas em operações especiais. Um dos encontros teria sido realizado no salão de festas de um condomínio residencial de Brasília.

Dentro dessa estratégia, relata Moraes, a adesão do Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter) seria fundamental, uma vez que a unidade "tem, sob sua administração, o maior contingente de tropas do Exército".

A repartição era comandada pelo general Estevam Theophilo, um dos alvos da operação desta quinta-feira. Segundo a PF, o coronel de infantaria Cleverson Ney Megalhães, assistente do general, teria comparecido a um dos encontros.

"Tudo isso se desenrolava enquanto se avolumavam as aglomerações em áreas militares, que eram toleradas pelas autoridades castrenses e financiadas por empresários, como registrado pela autoridade policial", afirma Moraes, em referência a acampamentos em frente a quartéis do Exército.

Ainda de acordo com a decisão do ministro, a disseminação de notícias falsas foi usada como tática de convencimento para atrair militares que não compactuavam com as iniciativas golpistas.

"Tudo com o objetivo de incitar os integrantes do meio militar a se voltarem contra os comandantes que se posicionam contra o intento criminoso", afirma o magistrado.

Moraes afirma que conversas mantidas pelo tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro, apontariam que Theophilo "teria concordado em executar as medidas que culminariam na consumação do golpe de Estado", desde que o então presidente assinasse a chamada "minuta do golpe".

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.