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Deputado quer entregar relatório da CPI do 8/1 a Lula durante ato que relembrará ataques
Deputado quer entregar relatório da CPI do 8/1 a Lula durante ato que relembrará ataques
Por Mônica Bergamo, Folhapress
03/01/2024 às 15:48
Atualizado em 03/01/2024 às 15:48
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Integrante da CPI do 8 de janeiro, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) diz querer entregar nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o relatório final elaborado pelo colegiado.
O gesto seria realizado na próxima segunda-feira (8), quando o mandatário e os chefes do Legislativo e do Judiciário se reunirão no Senado Federal, em Brasília, para um ato que relembrará os ataques golpistas ocorridos em Brasília. Correia já procurou a relatora da CPI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), para articular a entrega do documento.
O deputado do PT buscará ainda o apoio do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para viabilizar a ideia. Uma das sugestões é que o próprio Pacheco faça uma fala em nome dos deputados e senadores que integraram a CPI.
"A entrega oficial ao presidente seria uma forma de o Congresso dizer ao presidente e aos outros Poderes que eles têm o aval para ir a fundo e averiguar, além de fazer um contraponto aos que falam em interromper os processos [contra os envolvidos nos atos de 8 de janeiro]", afirma Correia.
"O Congresso fez a sua parte, e há um relatório consistente. Estamos querendo o resultado", acrescenta ele, que defende o gesto como uma valorização do trabalho técnico e político conduzido pela comissão.
Em seu relatório final, a CPI do 8 de janeiro pediu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outras 60 pessoas, incluindo cinco ex-ministros. O parecer da senadora Eliziane Gama foi aprovado por 20 votos a 11. Não houve abstenções.
Obrigatório em comissões parlamentares de inquérito, o relatório final pode apenas sugerir indiciamentos a autoridades responsáveis. O documento já foi entregue ao STF (Supremo Tribunal Federal), à PGR (Procuradoria-Geral da República), à Polícia Federal, à AGU (Advocacia-Geral da União) e à CGU (Controladoria-Geral da União).
