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Alice Portugal sai em defesa do Padre Júlio Lancellotti, alvo de investigação na Câmara de SP
Alice Portugal sai em defesa do Padre Júlio Lancellotti, alvo de investigação na Câmara de SP
Por Política Livre, com informações da Folha de S. Paulo
04/01/2024 às 12:37
Atualizado em 04/01/2024 às 17:38
Foto: Arquivo

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) defendeu o padre Júlio Lancellotti, da Arquidiocese de São Paulo, alvo de uma investigação na Câmara Municipal da referida cidade. "Estão armando uma CPI contra o Padre Júlio [...]. A luta contra a arquitetura hostil e a solidariedade com as pessoas em condição de rua, irritam muita gente, desagrada a elite, incomoda os que estratificam a sociedade", escreveu no X (antigo Twitter).
Estão armando uma CPI contra o @pejulio, na Assembleia Legislativa em São Paulo. A luta contra a arquitetura hostil e a solidariedade com as pessoas em condição de rua, irritam muita gente, desagrada a elite, incomoda os que estratificam a sociedade. pic.twitter.com/BTBqbldmwh
— Alice Portugal (@Alice_Portugal) January 3, 2024
Em comentário na mesma publicação, a parlamentar ainda escreveu que "o humanismo decididamente não é o forte desses cidadãos de bem".
O humanismo decididamente não é o forte desses ‘cidadãos de bem’.
— Alice Portugal (@Alice_Portugal) January 3, 2024
ENTENDA
A Câmara de Sâo Paulo vai abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), similar a uma CPI, a pedido do vereador Rubinho Nunes (União), um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL). O intuito é investigar Organizações Não Governamentais (ONGs) que trabalham com pessoas em situação de rua, assim como Padre Júlio.
À Folha, entretanto, Lancellotti afirmou que não integra nenhuma ONG e não tem qualquer envolvimento com projetos que envolvam dinheiro público. Por isso, não vê sentido em ser investigado.
"Se eu for chamado a falar, de que ONG vão falar que eu sou? Ou, se me convocarem, estarão convocando a Arquidiocese de São Paulo. A minha ação é da arquidiocese, que não é ONG e não é conveniada com a prefeitura. Não vão encontrar dinheiro público em nenhuma das ações", disse à publicação. "O que a Câmara pode fazer é fiscalizar dinheiro público. Não existe CPI para fiscalizar a igreja", acrescentou.
ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO
Também à Folha, a Arquidiocese de São Paulo reforçou que acompanha "com perplexidade" a possível abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Municipal com o padre Júlio Lancellotti como alvo.
"Na qualidade de Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, Padre Júlio exerce o importante trabalho de coordenação, articulação e animação dos vários serviços pastorais voltados ao atendimento, acolhida e cuidado das pessoas em situação de rua na cidade", informa a nota da assessoria de comunicação da arquidiocese.
"Reiteramos a importância de que, em nome da Igreja, continuem a ser realizadas as obras de misericórdia junto aos mais pobres e sofredores da sociedade", conclui o texto.
