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Mesmo com maioria pró-Adolfo, oposição não fecha questão e libera deputados para se posicionaram sobre PEC da reeleição na Assembleia
Mesmo com maioria pró-Adolfo, oposição não fecha questão e libera deputados para se posicionaram sobre PEC da reeleição na Assembleia
Por Política Livre
08/11/2023 às 18:42
Atualizado em 08/11/2023 às 19:01
Foto: Divulgação

Parte da bancada de oposição na Assembleia Legislativa se reuniu na tarde desta quarta-feira (08) para tentar chegar a um posicionamento unificado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Nelson Leal (PP) que permite reeleições consecutivas do presidente da Casa. A proposição pode beneficiar o atual chefe do Legislativo, deputado Adolfo Menezes (PSD), que tem interesse em disputar a segunda reeleição em fevereiro de 2025, se houver viabilidade constitucional tanto na Carta baiana quanto brasileira.
Apesar de a maioria dos presentes na reunião ser a favor de assinar a PEC imediatamente, houve uma discordância firme do deputado Júnior Nascimento (União), aliado do deputado federal Elmar Nascimento (União), que é adversário de Adolfo em Campo Formoso, principal reduto eleitoral dos três parlamentares. Além de se posicionar contra a proposta, Júnior ainda levou para a reunião o líder do governo na Assembleia, o deputado Rosemberg Pinto (PT), que se movimenta para inviabilizar a PEC porque tem interesse em suceder o atual presidente.
Rosemberg pediu aos oposicionistas que não assinem a PEC pois ainda estaria cedo para se iniciar o debate sobre a sucessão, mas ouviu o recado de que deveria antes convencer a própria base governista. Das 36 assinaturas que Nelson Leal obteve até agora, 33 são de parlamentares aliados do chefe do Executivo estadual, Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto três pertencem a membros da minoria - Marcelinho Veiga (União), Leandro de Jesus (PL) e Diego Castro (PL).
O segundo deputado da minoria presente que também se colocou contrário à PEC foi Emerson Penalva (PDT). Os deputados Robinho (União) e Marcinho Oliveira (União), tambem ligados a Elmar, não estiveram presentes.
A oposição tem uma bancada de 20 deputados. O argumento da maioria a favor de que se assine a PEC imediatamente é que a proposta gera desgaste no governo. Além disso, o entendimento é que se Adolfo for de fato candidato, quem se posicionar depois sobre a proposta pode perder espaços legítimos na Casa. "A tendência sempre é que quem chega depois fica só com a sobra", disse um parlamentar oposicionista ao site.
Tem ainda outro fator: as candidaturas postas até aqui para suceder Adolfo - Rosemberg e a deputada Ivana Bastos (PSD) - não agradam aos colegas. O primeiro é petista e o pior cenário para a oposição é ter o PT comandando o Executivo e o Legislativo, além de ter um perfil que os colegas classificam como truculento. Já Ivana é tida como ausente.
Vale lembrar que, numa reunião ocorrida em setembro entre os deputados oposicionistas e o prefeito Bruno Reis (União) para tratar justamente da possibilidade de uma nova reeleição de Adolfo, ficou definido que a bancada adotaria uma posição conjunta, e só depois das eleições municipais de 2024. Mas, pelo visto, tudo mudou com a inciativa de Nelson Leal de coletar as assinaturas para a PEC.
