PSD de Kassab racha sobre candidato para presidir o Senado
Por Vera Rosa/Estadão Conteúdo
20/10/2023 às 08:38
Atualizado em 20/10/2023 às 08:42
Foto: Flávio Sande/Política Livre

Há um racha no PSD de Gilberto Kassab. Se depender de Kassab, hoje secretário de Governo na administração de Tarcísio de Freitas, o deputado Antônio Brito (BA), líder do partido, concorrerá à presidência da Câmara, em fevereiro de 2025, com apoio do MDB, entre outros partidos de centro e centro-direita.
Do outro lado do Congresso, no Salão Azul, falta combinar o jogo com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que está à frente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tentará retornar à presidência do Senado, em 2025. Houve até quem sugerisse a filiação de Alcolumbre ao MDB. Mas quem ocupa o primeiro lugar na fila emedebista é o senador Renan Calheiros (AL).
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apoia Alcolumbre, com quem há anos faz uma dobradinha na condução da Casa. Existe no PSD, porém, uma ala que quer lançar o senador Otto Alencar (BA) na disputa para o lugar de Pacheco.
Nesse cenário, Brito não concorreria à cadeira de Arthur Lira (PP-AL) porque dificilmente os partidos do bloco aceitariam dois candidatos do PSD, um para a Câmara e outro para o Senado. Kassab defende o nome de Brito.
A campanha está antecipada em mais de um ano, mas, desde já, dois pré-candidatos do núcleo duro do Centrão despontam com mais visibilidade para a sucessão de Lira. Trata-se dos deputados Elmar Nascimento (BA), líder do União Brasil, e Marcos Pereira (SP), que comanda o Republicanos e hoje é vice-presidente da Câmara.
Questionado pela Coluna, Otto Alencar desconversou sobre a operação casada sugerida por aliados para emplacar seu nome. “Eu não estou me movimentando para nada”, disse ele. ”Muita água ainda vai rolar embaixo dessa ponte.”
Alencar pode ter o apoio do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). Ele foi vice-governador durante a gestão de Wagner na Bahia e os dois são amigos até hoje. O discurso oficial, no entanto, é o de que o Palácio do Planalto não interfere em assuntos relativos à Câmara e ao Senado.
