Stedile diz que frente ampla é indigesta e cobra Haddad em evento
Por Fábio Zanini/Folhapress
16/09/2023 às 10:20
Atualizado em 16/09/2023 às 10:20
Foto: Myke Sena/Câmara dos Deputados

Principal líder nacional do MST, João Pedro Stedile disse que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é fruto de uma "frente ampla, porém indigesta", em evento em um galpão do movimento no bairro paulistano da Barra Funda, na noite de sexta-feira (15). Ele fez um gesto de tapar o nariz ao usar a expressão.
Stedile fez um discurso durante um ato em homenagem ao jurista Celso Bandeira de Mello, que recebeu a Ordem do Mérito da Advocacia-Geral da União.
Estavam presentes os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Jorge Messias (AGU), além de parlamentares, representantes de movimentos sociais, acadêmicos e membros do grupo jurídico Prerrogativas, que ajudou na organização do evento.
Bem-humorado, Stedile saudou todos os que estavam presentes e eram de esquerda "Se alguém aqui não for de esquerda, pode sair", disse. Em outro momento, puxou a orelha em tom descontraído de Haddad, que estava sentado a poucos metros de distância e parecia distraído. "Haddad, presta atenção".
"Espero que o Haddad leia mais suas ideias [de Bandeira de Mello], apesar de ser economista", disse Stedile.
Ele também disse esperar que a esquerda "derrote as ideias do Banco Central". "Derrotar o BC não é suficiente, mas é necessário", afirmou. Na plateia estava Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária da instituição.
Haddad disse à reportagem que se sentiu entre amigos no evento. "Estou entre amigos. Amigos do Direito, do Prerrogativas, do MST, numa homenagem bonita ao Celso Bandeira de Mello, que é um conhecido meu de quase 40 anos. Só alegria", afirmou.
