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Brasil é mais rígido ao punir pelo 8 de janeiro do que os EUA na invasão ao Capitólio
Brasil é mais rígido ao punir pelo 8 de janeiro do que os EUA na invasão ao Capitólio
Por Redação
15/09/2023 às 07:49
Atualizado em 15/09/2023 às 07:49
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

A pena de 17 anos de prisão aplicada a Aécio Lúcio Costa Pereira no caso que deu início à sessão sobre os ataques de 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF) é o dobro da pena imposta ao primeiro condenado por júri popular pela invasão ao Capitólio nos Estados Unidos, aponta o jornal "O Globo".
Além disso, a tramitação dos casos que chegaram a julgamento tem sido mais ágil no Brasil do que na Justiça americana. Por fim, como os processos já estão em andamento no STF, os réus não têm a possibilidade de apresentar recursos, ao contrário do que ocorre nos EUA. Nos dois casos, apoiadores dos presidentes recentemente derrotados nas urnas - Jair Bolsonaro e Donald Trump - atacaram as instituições federais.
Em 6 de janeiro de 2021, apoiadores de Trump invadiram o Congresso dos Estados Unidos à força, na tentativa de impedir a oficialização de Joe Biden como o novo presidente eleito. Em março de 2022, 412 dias após o incidente, Guy Weley Reffitt, um dos invasores, foi considerado culpado. No Brasil, a primeira sentença foi proferida ontem, após 249 dias dos ataques.
Durante a invasão ao Capitólio, Reffitt estava armado e ameaçou a então presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi. Ele foi condenado a 7 anos e 3 meses de prisão, menos da metade da pena imposta a Aécio Pereira.
