Movimentos sociais e pesquisadores debatem violência policial na Bahia
Por Redação
10/08/2023 às 18:15
Atualizado em 10/08/2023 às 18:15
Foto: Divulgação

A instalação de câmeras nas fardas de policiais militares e ouvidoria externa às polícias foram cobrados por militantes do movimento negro, representantes de partidos de esquerda, sindicalistas, lideranças comunitárias, professores e pesquisadores no 1° Ciclo de Conversas sobre o "Atual Estado de Insegurança Pública e o Equívoco da Política de Enfrentamento". O evento foi realizado pelo setorial de Segurança Pública do PT, no auditório da Faculdade de Economia da UFBA, na noite de quarta-feira (9).
O coordenador do programa de Direito e Relações Raciais da UFBA e pesquisador de segurança pública, relações raciais e democracia, Samuel Vida, criticou a manutenção dos autos de resistência e a “morosidade” do governo do Estado em instalar câmeras nos uniformes dos policiais militares. “A PM investigar a própria PM é, inclusive, inconstitucional. A extinção dos autos de resistência é algo que depende apenas do governador. Não possui nenhuma relação com o governo federal e, mesmo assim, continuamos na Bahia com o genocídio da juventude negra sendo legitimado pelos autos de resistência e pela narrativa de troca de tiro", refletiu.
O coordenador do Setorial de Segurança Pública do PT, Agrimaldo Souza, destacou que o ciclo de conversas tem como objetivo “pensar coletivamente” em possibilidades de soluções que promovam uma segurança pública para proteger e não para tirar vidas.
“Precisamos de uma segurança pública que priorize a investigação criminal e não uma política de enfrentamento, bélica, de confronto. Repensar o nosso atual quadro de violência policial é um desafio para nós, policiais, para o governo do Estado e sociedade civil de uma forma geral”, pontuou o investigador de polícia, diretor do Sindpoc e da Cobrapol, Agrimaldo Souza.
