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PF faz buscas em residência de casal suspeito de hostilizar Alexandre de Moraes no Aeroporto de Roma
PF faz buscas em residência de casal suspeito de hostilizar Alexandre de Moraes no Aeroporto de Roma
Por Pepita Ortega/Estadão
18/07/2023 às 17:00
Atualizado em 18/07/2023 às 17:33
Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira, 18, mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos de terem hostilizado o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e seus familiares no Aeroporto de Roma, na Itália. As ordens foram autorizadas pela presidente da Corte máxima, ministra Rosa Weber.
Andréia Mantovani e Roberto Mantovani Filho são alvo de investigação aberta pela PF para investigar suposto crime ocorrido na sexta-feira, 14. A corporação ainda vai apurar a extensão da participação dos investigados no ocorrido. Também pode chegar a outros envolvidos no episódio.
A corporação já pediu as imagens do aeroporto de Roma para abastecer as apurações. As gravações foram solicitadas via cooperação internacional, com apoio da Diretoria Executiva da PF. A expectativa é a de que sejam fornecidas ainda nesta semana e sejam usadas para confrontar a versão dos suspeitos sobre o ocorrido.
O inquérito deve se debruçar sobre possíveis crimes contra a honra de Alexandre de Moraes, eventual lesão corporal e até tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Os crimes podem ser investigados e punidos no Brasil em razão do chamado princípio da extraterritorialidade.
Segundo PF, Andréia Mantovani xingou o ministro de ‘bandido e comprado’. Na sequência, o marido dela, o empresário Roberto Mantovani Filho, reforçou os xingamentos e chegou a agredir fisicamente o filho do ministro, um advogado de 27 anos. Além disso, Alex Zanatta Bignotto, genro de Roberto, teria disparado palavras de baixo calão contra a família do ministro. Ele depôs à PF na manhã deste domingo, 16.
Em meio à confusão, uma pessoa próxima ao ministro Alexandre de Moraes fotografou os supostos agressores. Os registros chegaram à Polícia Federal em São Paulo, que abordou grupo de suspeitos no aeroporto de Guarulhos.
