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Lira: elevação do rating do Brasil reflete política econômica do governo com apoio da Câmara

Lira: elevação do rating do Brasil reflete política econômica do governo com apoio da Câmara

Por Iander Porcella e Giordanna Neves/Estadão Conteúdo

26/07/2023 às 12:56

Atualizado em 26/07/2023 às 12:56

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira, 26, que a decisão da agência internacional Fitch de elevar a nota de crédito do Brasil se deve à política econômica do governo Lula, com “todo o apoio institucional” dos deputados. O parlamentar destacou as propostas aprovadas no primeiro semestre, como a reforma tributária, e disse que a Casa apoia todas as medidas de interesse do País.

A Fitch elevou hoje o rating do Brasil de BB- para BB, com perspectiva estável. A agência de classificação de risco afirmou que a decisão reflete um desempenho macroeconômico e fiscal do País “melhor que o esperado” e citou a expectativa de que o governo atual trabalhe por mais melhorias.

A agência avaliou que, apesar de a gestão petista defender um distanciamento da agenda econômica liberal das administrações anteriores, deverá haver pragmatismo no Palácio do Planalto. Além disso, argumentou que os “freios e contrapesos institucionais” devem impedir “desvios radicais” na economia.

”A decisão da agência de classificação de risco Fitch de elevar a nota de crédito do Brasil para “BB” é uma importante conquista para a economia do país. A nova avaliação da agência se deve à política econômica do governo, que tem recebido todo o apoio institucional da Câmara dos Deputados”, publicou Lira, no Twitter.

“No primeiro semestre aprovamos a reforma tributária, o Carf e o arcabouço fiscal. A Câmara não falta à sua responsabilidade com o Brasil e apoia todas as medidas do interesse do país”, emendou o presidente da Câmara.

No primeiro semestre, Lira abraçou a agenda econômica proposta pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se tornou o principal interlocutor do Congresso no Executivo. A Câmara aprovou a reforma tributária, que era discutida havia mais de 30 anos, e o projeto que retoma o voto de desempate a favor do governo nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que julga casos em que os contribuintes recorrem de multas da Receita Federal.

Os deputados também aprovaram o novo arcabouço fiscal, que substituirá o teto de gastos no controle das contas públicas, mas o texto precisará de uma nova análise na Casa após ser alterado no Senado.

Na decisão de elevar a nota de crédito do País, a Fitch também afirmou que a posição fiscal do Brasil tem se deteriorado em 2023, mas disse esperar uma “consolidação gradual” com as novas regras fiscais e medidas tributárias. A agência projeta que a relação entre a dívida do País e seu Produto Interno Bruto (PIB) cresça, mas a um ritmo mais lento e de um ponto de partida muito melhor que o previsto anteriormente.

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