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Acusado de agredir Alexandre de Moraes presta depoimento à Polícia Federal

Acusado de agredir Alexandre de Moraes presta depoimento à Polícia Federal

Por Isabella Alonso Panho/Estadão Conteúdo

16/07/2023 às 12:57

Atualizado em 16/07/2023 às 12:57

Foto: Divulgação

O ministro do STF Alexandre de Moraes

Alex Zanatta Bignotto, um dos suspeitos de hostilizar e agredir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e seu filho, um advogado de 27 anos, está prestando depoimento à Polícia Federal de Piracibaca (interior de São Paulo) na manhã deste domingo, 15. Ele mora em Santa Bárbara d’Oeste e trabalha como corretor de imóveis.

A informação foi confirmada pelo advogado criminalista Ralph Tórtima, que representa Bignotto e os outros dois suspeitos de serem autores da agressão - sua esposa, Andreia Mantovani, e seu sogro, Roberto Mantovani Filho, que é empresário.

Ao Estadão, Mantovani disse que ainda não foi convocado para prestar depoimento e manteve a postura de não comentar detalhes sobre o ocorrido. “É tudo que eu não gostaria na minha vida”, disse o empresário sobre o episódio de sábado. Ele é suspeito de proferir palavras de baixo calão direcionadas ao ministro e de ter dado um tapa no rosto do filho do magistrado. “Bandido, comunista e comprado” são alguns dos termos que, segundo a PF, Mantovani teria usado.

De acordo com a corporação, seu genro, Alex Bignotto, que presta depoimento nesta manhã, teria o acompanhado com xingamentos. A família estava em viagem pela Itália e retornava ao Brasil quando encontrou com Alexandre de Moraes no aeroporto internacional de Roma.

O ministro cumpre uma agenda de palestras pela Europa e ainda não voltou ao Brasil. Até o momento, nem Alexandre de Moraes e nem o Supremo comentaram as agressões. Questionado sobre o teor do depoimento de Bignatti, seu advogado não respondeu à reportagem.

Solidariedade

Várias autoridades prestaram solidariedade e apoio ao ministro pelo episódio. No Legislativo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse “Atos de hostilidade como os que sofreram o ministro Alexandre de Moraes e sua família, ontem, são inaceitáveis. A eles, minha solidariedade. Mais do que criminoso e aviltante às pessoas, às instituições e à democracia, esse tipo de comportamento mina o caminho que se visa construir de um país de progresso, civilizado e pacífico”.

O presidente da outra casa, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), também divulgou uma nota nas redes sociais em apoio ao ministro. “É inaceitável que se use o argumento de liberdade de expressão para agredir, ofender e desrespeitar autoridades constituídas. Isso não pode continuar. Democracia se faz com debate e não violência.”

No sábado a Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso. Em seguida, o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que a PGR vai “adotar as medidas cabíveis” na situação. “A Procuradoria-Geral da República solicitou informações à Polícia Federal sobre as agressões sofridas pelo ministro Alexandre de Moraes e seu filho, na Itália. O MPF tomará as medidas cabíveis a respeito do caso”, diz a nota compartilhada por Aras nas suas redes sociais.

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