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Lula diz que só fará reforma ministerial se houver uma 'catástrofe'

Lula diz que só fará reforma ministerial se houver uma 'catástrofe'

Por Matheus Teixeira e Renato Machado, Folhapress

01/06/2023 às 16:21

Atualizado em 01/06/2023 às 16:21

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação

Declaração ocorre em meio à pressão do centrão por mais espaço no governo

O presidente Lula (PT) rejeitou realizar uma reforma ministerial por causa de problemas enfrentados no Congresso Nacional e também afirmou que nunca ouviu pedidos de ministérios por parte do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A declaração foi dada após cobranças do próprio Lira e mesmo de parlamentares da base aliada sobre problemas da articulação política do governo com o Congresso, além queixas de que o Planalto está segurando nomeações para cargos e liberação de emendas. Além disso, outro movimento pede mais espaço para o bloco político do centrão no governo.

"Não está na minha cabeça fazer a reforma ministerial, a não ser que aconteça uma catástrofe que eu tenha que mudar. Mas, por enquanto, o time está jogando melhor que o Corinthians", disse Lula, após encontro com o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö.

O mandatário também afirmou que não recebeu pedido de Lira por ministério, mas não descartou negociar a entrada do PP no governo.

"Não pediram e não poderia pedir porque o PP é um partido de oposição e tem gente que vota com a gente. O PT já teve ministro do PP, o PP teve dois ministérios do governo da Dilma Rousseff. Não é problema, se ele pedisse a gente vai avaliar, mas até agora nunca ouvi Lira pedir ministro", disse.

Mais cedo, Lula já havia comentado a vitória na votação da MP que estrutura o governo. "Era razoável que a Câmara votasse do jeito que votou", disse.

Nesta quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória que reestrutura a Esplanada dos Ministérios, mantendo a base do formato desenhado pelo governo Lula.

Os momentos que antecederam à votação, no entanto, foram marcados por muita pressão de parlamentares, que escancararam a divergência com o governo e disseram que seria o "último voto de confiança" ao governo federal.

Pouco antes da fala de Lula, Arthur Lira também havia concedido entrevista, na qual afirmou ter feito alertas ao governo da insatisfação dos parlamentares com a relação do Executivo com a Casa e defendeu que o petista dê espaço em seu ministério para mais partidos para aumentar sua base de apoio no Congresso.

Em entrevista à GloboNews na tarde desta quinta-feira (1º), o parlamentar afirmou que o governo federal se predispôs a montar a sua base parlamentar dando ministérios para partidos que o apoiaram na campanha, além de MDB, PSD e União Brasil —e defendeu que é lógico que essa alternativa possa ser usada a outras legendas no intuito de aumentar a base.

"E é lógico que, em uma conversa entre líderes, parte da articulação política ou com o presidente da República ou com o presidente da Câmara, que essa mesma solução seja dada para outros partidos que ele queira [para] aumentar a base. O que há de errado nisso? O que há de diferente nisso? O que há de estranho nisso?", afirmou Lira.

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