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Em greve salarial, Agência Nacional de Mineração tem apenas 30% dos cargos ocupados

Em greve salarial, Agência Nacional de Mineração tem apenas 30% dos cargos ocupados

Por Folha de S. Paulo

02/06/2023 às 08:09

Atualizado em 02/06/2023 às 08:09

Foto: Agência Nacional de Mineração/Divulgação

Dos 2.121 cargos disponíveis, só 664 estão preenchidos

Com servidores em greve desde segunda-feira (29), a ANM (Agência Nacional de Mineração) funciona atualmente com apenas 30% do seu quadro preenchido.

Dos 2.121 cargos disponíveis, apenas 664 estão ocupados, o que gera, na percepção dos funcionários, um sucateamento na fiscalização de barragens. Eles apontam os baixos salários como motivo da paralisação e alegam haver uma defasagem de 44% em relação a outras agências.

De acordo com um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), a ANM conta com 53 servidores para fiscalizar 918 barragens.

Nos últimos anos, o Brasil passou por dois acidentes graves envolvendo estruturas de Mineração. O primeiro aconteceu em 2015, na barragem do Fundão e despejou 40 milhões de metros cúbicos de dejetos no Rio Doce. Menos de cinco anos depois, tragédia semelhante aconteceu em Brumadinho (MG), dessa vez, ocasionando 270 mortes.

As informmações são da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.

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