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Kiev volta a ser alvo de ataques após maior ofensiva com drones russos na guerra
Kiev volta a ser alvo de ataques após maior ofensiva com drones russos na guerra
Por Folha de S. Paulo
29/05/2023 às 10:12
Atualizado em 29/05/2023 às 10:12
Foto: Pavlo Petrov/ Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia via AFP

No segundo dia consecutivo de ataques a Kiev, o governo da Ucrânia disse que a Rússia voltou a lançar nesta segunda-feira (29) mísseis e drones contra a capital. Trata-se de uma aparente mudança na estratégia militar de Moscou, que intensificou a ofensiva contra a cidade diante de uma esperada contraofensiva ucraniana e após a ação de grupos sabotadores em território russo.
A Força Aérea ucraniana disse que conseguiu repelir quase toda a ofensiva. Segundo o governo ucraniano, os sistemas de defesa interceptaram 37 dos 40 mísseis, além dos 29 dos 35 drones usados no ataque. Mas os detritos que caíram em várias áreas de Kiev provocaram danos. Na região de Podilskii, o telhado de uma casa pegou fogo, e ao menos uma pessoa precisou ser hospitalizada.
"O inimigo mudou de tática. Depois de ataques noturnos, a Rússia agora quer atingir regiões pacíficas de Kiev durante o dia, quando a maioria dos moradores está trabalhando e fora de casa", disse Serhii Popko, chefe da administração militar de Kiev. O comandante do Exército ucraniano, Valeri Zaluzhni, acrescentou que os alvos foram instalações militares e o que chamou de infraestruturas essenciais.
Na véspera, dia em que os ucranianos celebraram a data da fundação de Kiev, um homem de 41 anos morreu durante o que pode ter sido o maior ataque com drones feito pela Rússia na Guerra da Ucrânia.
A escalada da ofensiva em Kiev ocorre em um momento de impasse no conflito. Após semanas de especulações, uma das principais autoridades de segurança da Ucrânia afirmou à rede britânica BBC que a contraofensiva do país em territórios hoje ocupados por forças da Rússia é iminente.
Ocorre ainda dias após os maiores ataques em território russo desde o começo do conflito no Leste Europeu, em curso há 15 meses. Autoridades de Moscou disseram que ucranianos cruzaram a fronteira e se infiltraram na cidade de Graivoron, enquanto Kiev afirmou que os atos foram realizados por grupos armados locais que se opõem ao Kremlin.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os militares pró-Ucrânia foram mortos e expulsos. Vyacheslav Gladkov, governador da região russa de Belgorodo, disse, entretanto, que vários assentamentos continuavam sendo bombardeados por forças ucranianas nesta segunda.
Em comunicado no Telegram, Gladkov afirmou que duas instalações industriais foram danificadas, e quatro pessoas ficaram feridas. Parte da região está sem eletricidade. Belgorodo faz fronteira com a região ucraniana de Kharkiv e tem sido alvo de ataques frequentes desde o início da guerra.
Em resposta, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou neste domingo (28) o envio de reforços para a região de fronteira. Segundo autoridades russas, a medida visa garantir um movimento mais rápido de militares e de civis russos diante dos ataques.
