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'Foi encaminhado para esta Casa um pacote de maldades', diz líder da oposição sobre projetos que afetam servidores

'Foi encaminhado para esta Casa um pacote de maldades', diz líder da oposição sobre projetos que afetam servidores

Por Davi Lemos

09/05/2023 às 16:23

Atualizado em 09/05/2023 às 16:33

Foto: Divulgação / Arquivo

Líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, Alan Sanches (União Brasil)

O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, Alan Sanches (União Brasil), criticou, na sessão desta terça-feira (9), os projetos do Executivo enviados à Casa que propõem aumento de 4% para servidores estaduais - percentual abaixo na inflação registrada de 6% - e um aumento de 4% a 8% de retenção dos vencimentos para pagamento da contribuição de plano de saúde, o Planserv.

"Foi encaminhada para esta Casa um pacote de maldades, tanto assim que a rejeição da população é tão grande que houve uma necessidade de serem ocupadas as dependências dessa casa com a Polícia Militar", disse Sanches. "Ao mesmo tempo que quer dar 4% ao servidor, quer dar 20% aos cargos comissionados. Por que tantos cargos comissionados vão ter 20% e por que os servidores vão ter 4%? Por que os deputados da base se calam quando é para defender quem os colocou na cadeira? Não é justo que o governo do estado traga um projeto de 4% e nenhum dos 43 deputados da base digam eu concordo ou não concordo. Acho estranho tantos deputados ficarem completamente sem voz sobre um projeto que vai impactar tanto a vida dos servidores", discursou o deputado do União Brasil.

O líder oposicionista continuou: "Ao mesmo tempo, ele tira 4% a mais no Planserv dos servidores para quem ganha até R$ 10 mil. Para quem ganha além de R$ 10 mil, 8%. Isso não tem sentido; mas todos os 43 deputados e deputadas vão permitir que haja um aumento na retenção dos salários dos servidores. Não adianta fazer gincana de combate à fome, pois não é um projeto, e abocanhar o salário do servidor".

O presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD), disse que o objetivo da PM era para prevenir confrontos. Rosemberg Pinto (PT), líder do governo, disse que o aumento abaixo da inflação, ao mesmo tempo em que o governo federal concedeu aumento linear de 9%, é porque, nos últimos três anos, o governo estadual já havia concedido aumentos aos servidores, o que, como disse, não ocorreu em âmbito federal no mesmo período.

"Pode ate ter alguma queixa de que uma parte ou outra não tenha sua expectativa atendida no projeto. Mas temos que observar o que o projeto prevê de melhora de estrutura para dar melhores condições de trabalhos melhores que as atuais", disse Rosemberg, que pedia presença dos parlamentares governistas para conseguir garantir quórum mínimo para votação.

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