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Moraes diz que modus operandi de ataques em escolas é idêntico ao de 8 de janeiro e defende regulamentação das redes

Moraes diz que modus operandi de ataques em escolas é idêntico ao de 8 de janeiro e defende regulamentação das redes

Por Matheus Teixeira e Paulo Saldaña/Folhapress

18/04/2023 às 11:56

Atualizado em 18/04/2023 às 12:08

Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/SCO/STF

O ministro do STF Alexandre de Moraes

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, afirmou nesta terça-feira (18) que a disseminação do discurso de ódio que resulta em ataques em escolas é igual à propagação de fake news em relação ao sistema eletrônico de votação.

"O modus operandi dessas agressões instrumentalizadas, divulgadas, incentivadas pelas redes sociais em relação às escolas é exatamente idêntico ao modus operandi que foi utilizado contra as urnas eletrônicas, contra a democracia, o modus operandi instrumentalizado para o dia 8 de janeiro. Não há nenhuma diferença", disse, antes de defender a regulamentação das redes sociais.

Moraes, que também é ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu que as empresas responsáveis pelas plataformas de interação na internet evitem o discurso de ódio com as mesmas ferramentas que coíbem a pornografia infantil.

O magistrado afirmou que as redes sociais excluem automaticamente, sem que haja qualquer visualização, 93% dos casos de pedofilia e que, para o restante, há uma equipe especializada para identificar e retirar esse tipo de conteúdo.

A declaração foi dada em reunião sobre violência nas escolas no Palácio do Planalto que contou com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do STF, Rosa Weber, governadores, prefeitos, entre outras autoridades.

"Por que não estender a inteligência artificial e a equipe humana que lida com o residual para discursos nazistas, racistas, fascistas, homofóbicos e contra democracia? São cinco tópicos objetivos", disse Moraes.

O magistrado voltou a criticar as redes sociais e afirmou que elas "se sentem em terra de ninguém, em uma terra sem lei".

"Nós precisamos regulamentar isso, venho conversando muito com presidente do Senado, da Câmara. Se não houver uma autoregulação e uma regulamentação por determinados modelos a serem seguidos, nós vamos ver a continuidade dessa instrumentalização pelas redes para incentivar ataques a escolas", afirmou. Ele atrelou, ainda, o aumento no número de suicídios e depressão em crianças e adolescentes à falta de regulamentação das redes.

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