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Aumento do número de advogados negros em escritórios é um avanço, mas justiça social ainda está distante, diz Ireuda Silva

Aumento do número de advogados negros em escritórios é um avanço, mas justiça social ainda está distante, diz Ireuda Silva

Por Redação

24/04/2023 às 11:52

Atualizado em 24/04/2023 às 11:52

Foto: Divulgação

A vereadora Ireuda Silva

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), disse nesta segunda-feira (24) que o aumento do número de advogados negros em escritórios é resultado de décadas de luta contra o racismo, que se refletiu em uma pequena mudança de perspectiva por parte do mercado de trabalho e da sociedade. No entanto, a republicana ressaltou que o avanço ainda é mínimo para se falar em justiça social e igualdade.

Segundo pesquisa do Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) com a Aliança Jurídica pela Equidade Racial, a presença de advogados negros em grandes escritórios passou de 1% para 11%, entre 2019 e 2022, apenas em São Paulo. "Considerando que esse contingente era quase inexistente, houve um acréscimo significativo em três anos. No entanto, para um país majoritariamente negro e que tem uma dívida histórica por causa da escravidão, esse número ainda é insignificante para a tão almejada justiça social", disse Ireuda.

A vereadora, porém, mostrou-se otimista. Na sua avaliação, nunca se falou tanto sobre reparação e igualdade racial, fato que tem pressionado por novas conquistas. "Se esse debate continuar firme, consistente e mantendo a seriedade e o compromisso com a construção de uma sociedade mais igualitária, novos avanços estarão por vir, não só na advocacia, mas em todas as áreas. O combate ao racismo, incluindo o racismo estrutural, passa pela educação, que é a arma mais eficaz para dissolver o preconceito inerente à nossa cultura", pontua Ireuda.

A republicana também aponta que a realização de outras pesquisas para mensurar o número de profissionais negros nos principais setores da economia é fundamental. "Esses dados servirão como um raio-x da economia brasileira, podendo servir de base para políticas públicas de reparação e combate ao racismo. O Brasil tem uma dívida histórica com esse contingente que foi explorado por séculos e depois descartado à própria sorte", lembra.

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