/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

Alexandre vê 'operação golpista' e decide manter Anderson Torres preso

Alexandre vê 'operação golpista' e decide manter Anderson Torres preso

Por Pepita Ortega/Fausto Macedo/Estadão

20/04/2023 às 18:35

Atualizado em 20/04/2023 às 18:35

Foto: Marcos Corrêa/PR/Arquivo

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a prisão preventiva do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, investigado por suposta conivência com os atos golpistas do dia 8 de janeiro. O magistrado negou pedido da defesa, que tinha parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, por considerar que no atual momento das investigações a 'razoabilidade e proporcionalidade continuam justificando a necessidade e adequação' da medida.

O ministro avalia que necessidade de segregação de ex-ministro da Justiça foi reforçada por 'fortes indícios' de sua ligação com 'minuta do golpe' - documento apreendido pela Polícia Federal em um armário da residência de Torres, em Brasília - e com fiscalizações em massa da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições.

Alexandre classificou as blitze em série da PRF, especialmente em rodovias do Nordeste - principal reduto eleitoral do presidente Lula - como 'operação golpista' 'para tentar subverter a legítima participação popular'.

O ex-ministro da Justiça foi intimado para depor na próxima segunda, 24, às 14 horas, sobre a atuação da PRF no segundo turno do pleito. O aliado do ex-presidente será ouvido na condição de declarante. Alexandre assegurou a ele o 'direito ao silêncio e a garantia de não autoincriminação, se instado a responder a perguntas cujas respostas possam resultar em seu prejuízo'.

No despacho em que manter a preventiva de Torres, Alexandre também anota indícios de 'conduta omissiva' de Torres quanto a permanência do acampamento montado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente ao QG do Exército e o 'risco daí gerado, que culminou nos fatídicos atos do dia 8 de janeiro'.

O ministro também destacou o possível envolvimento do delegado da PF - afastado - no 'possível envolvimento na autorização para mais de cem ônibus dirigirem-se ao referido Setor Militar Urbano e prepararem-se para a prática dos atos criminosos'.

Fora isso, o relator do inquérito dos atos golpistas destacou o fato de Torres ter 'suprimido das investigações a possibilidade de acesso ao seu telefone celular, consequentemente, das trocas de mensagens realizadas no dia dos atos golpistas e nos períodos anterior e posterior e às suas mensagens eletrônicas'.

"Somente - mais de 100 dias após a ocorrência dos atos golpistas e com total possibilidade de supressão das informações ali existentes - autorizou acesso às suas senhas pessoais de acesso à nuvem de seu e-mail pessoal", ressaltou.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.